Entrevista – Autora Luísa Castel-Branco

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No passado dia 21 de maio surgiu a oportunidade de fazer uma entrevista à autora Luísa Castel-Branco. Como podem imaginar fiquei super feliz e mesmo com aquele frio na barriga lá fui eu. Foi uma experiência espectacular e inesquecível. A Luísa é uma pessoa divertida e humilde. Tem muitas histórias para contar e eu poderia ficar horas a fio a ouvi-la falar. Obrigada Luísa e obrigada Clube do Autor, na pessoa da Berta Silva Lopes por esta oportunidade.

 

1 – Qual é a diferença mais marcante da Luísa de agora e da Luísa de a 40 anos atrás.

A 40 anos atrás eu tinha 26 anos, era uma jovem apaixonada e que ia casar. Tinha muitas expectativas e era uma jovem que comparando com as jovens de hoje era muito diferente. O meu pai tinha muitos livros e eu tinha acesso a vários livros e por isso era uma jovem privilegiada porque sempre tive acesso a muita leitura. Era muito pueril, sonhadora e trabalhadora. Depois do 25 de Abril mudou muita coisa, mas comparando com hoje em dia, éramos muito inocentes. Naquela altura nós casávamos para a vida toda, comecei a namorar com 18 anos e a primeira vez que tive autorização de sair com o meu namorado foi aos 21 anos.

2 – A Luísa sempre quis escrever? Quando surgiu o seu primeiro romance?

Eu sempre escrevi e sempre quis escrever, era normal para mim. No entanto, nunca achei que conseguia escrever um romance. Fui educada para ter grande respeito pelos livros e por isso assumir que ia escrever um romance era um insulto. Nunca verbalizei a ninguém que queria escrever um livro e apesar de sonhar, nunca achei que seria capaz. O primeiro livro surgiu Continuar a ler

Entrevista com Carina Rissi – Autora Brasileira agora publicada em Portugal pela TOPSELLER

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Olá a todos! É com muita felicidade que venho partilhar convosco a entrevista que fiz ontem à linda e querida autora brasileira, Carina Rissi. Esta entrevista foi ainda mais especial (não só por eu já ser uma fã) mas também por ter sido através do Skype. Foi simplesmente maravilhoso ter tido a oportunidade de falar “pessoalmente” com a autora.

Confesso que fiquei bastante nervosa mas a autora deixou-me muito à vontade. Foi muito acessível, simpática, querida e mais uns quantos adjectivos maravilhosos e positivos que possam imaginar. Eu tinha tanta coisa para lhe dizer mas na hora esqueci tudo (já sabem como é)!

Só para terem noção de como a autora foi uma simpatia, estivemos na conversa quase 2h! Se fosse por mim, ficaríamos mais umas 2h! 😀

Antes de avançar para a entrevista deixo aqui um pouco da autora:

Carina Rissi é uma leitora apaixonada, lê sempre a última página de um livro antes de o comprar e tem um fascínio inexplicável pelo tema «amores impossíveis». Tem em Jane Austen uma fonte de inspiração.

Nasceu em Ariranha, uma pequena cidade perto de São Paulo, onde vive atualmente com o marido e a filha. Carina Rissi é autora de vários romances, entre os quais a trilogia Perdida, Encontrada e Destinado, êxitos de vendas no Brasil.

 

  1. Primeiro gostaria de saber como era em criança/adolescente, quando andava na escola.

Carina Rissi: hahahah essa nunca me fizeram mesmo!  Eu era bem nerd, meu lugar favorito era a biblioteca da escola. Mas na época não era tão legal ser nerd, então ia escondida. Os amigos nunca ficam sabendo, mas era amiga de todas as bibliotecarias. Também era fã de Bon Jovi e tinha certeza que ia me casar com o Ed Vedder (Pearl Jam) hahaha! Fui uma adolescente bem tranquila. Nunca dei muito trabalho não.

2. Quando decidiu que queria ser escritora?

Carina Rissi: Na verdade, eu não decidi, foi meio por acaso. Eu sempre tive muitas histórias na cabeça, mas nunca pensei em colocá-las no papel. Precisei de um empurrão. E ele veio por meio de uma entrevista que vi no programa da Oprah. A Stephanie Meyer estava lá, e contou como ela começou a escrever, que sempre teve muitas histórias na cabeça e aqui pensei ‘opa! Então não é assim com todo mundo?’ Foi nessa mesma tarde que eu comecei a escrever o que depois seria Perdida. Escrevi no celular mesmo. Não estava muito certa de que daria em alguma coisa. Deu muito mais certo do que eu imaginei hahaha

3. Além da Jane Austen quais são os escritores que a inspiram, que são os seus favoritos?

Carina Rissi: Eu tenho vários. Sophie Kinsela e Marian Keyes são divas absolutas para mim. Julia Quinn, Paula Pimenta. Amo demais! Eu amo romance. É o meu género favorito. Então ler boas histórias, de autores que eu admiro tanto, sempre me inspira. Eles fazem parecer tão fácil escrever hahaha

4. De todos os seus livros publicados tem algum preferido? E a personagem preferida deles qual é?

Carina Rissi: Ai, que difícil! Acho que meu livro favorito é Destinado (vol. 3 da série Perdida). Trabalhar com o Ian foi muito intenso, em todos os sentidos. Ele e eu demoramos para estarmos na mesma página, sabe? Além disso, eu saí da minha zona de conforto (o universo feminino) e me aventurei na mente de um homem do século 19. 9789898831958

É difícil apontar um personagem favorito, mas a Sofia sempre será especial para mim. Foi a minha primeira heroína. Mas também amo a Alicia do Procura-se um marido. Eu queria ser ela hahahaha E tem a Luna, de No mundo da Luna. Dei a ela a profissão que eu sonhei para mim. Poxa, é difícil demais escolher.

5. Como é com a pesquisa? Precisa de fazer muita pesquisa para os seus livros?

Carina Rissi: Nossa, muita, mas muita mesmo! O Perdida exigiu mais. É de época, e eu tinha que saber como tudo funcionava, desde o cardápio a casinha. hahahahaha quando eu vi a foto logo pensei “preciso colocar a Sofia nisso aí”

Já a Luna precisei me aprofundar na cultura cigana, e, caramba, é muito difícil encontrar informações a respeito da cultura rom.

Em mentira Perfeita, meu lançamento aqui no Brasil, minha heroína é expert em TI (Tecnologias de informação). E eu não saco nada de TI hahahahah Tive que falar com muitos profissionais da área. Estou sempre metida em pesquisas. E adoro. Sou um bicho curioso!

6. A Carina tem uma ocasião especial para escrever ou escreve em qualquer momento/lugar?

Carina Rissi: Eu criei uma rotina de trabalho. Escrevo das 8 às 18 todos os dias. Antes eu escrevia a qualquer hora (sobretudo as madrugadas), mas estava me esgotando muito, além de ficar sem tempo para a família. Hoje só embarco em horários malucos se estou com o prazo muito apertado. E eu gosto de escrever em casa. Tenho meu cantinho. Sou muito distraída e tentar escrever em um lugar com muita gente não funcionaria. Eu perderia o foco. Fora de casa faço apenas anotações (ainda no celular, porque se eu estiver com muita pressa minha letra fica incompreensível)

7. Qual a coisa que acha mais difícil na escrita e qual a mais fácil?

Carina Rissi: A parte mais difícil para mim é tentar escrever algo que seja realmente interessante, que prenda o leitor e desperte alguma emoção nele. E conseguir este feito é um trabalho árduo e delicado. O que eu acho mais fácil é me deixar levar pela história, sabe? Adoro quando os personagens tomam as rédeas e me levam para caminhos que eu não havia previsto. tudo fica mais credível, mais interessante. Admiro muito aqueles autores que dizem ter total controle sobre seus personagens. Admiro muito, mas não os invejo. Gosto mesmo é do caos e a montanha-russa de emoções.

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8. Como lida com as críticas?

Carina Rissi: Hoje, muito bem. Faz tempo que aprendi que agradar todo mundo é algo impossível (nem a coca-cola consegue. Imagine eu?). Eu leio as críticas, boas, não tão boas e as ruins, absorvo o que for construtivo e sigo em frente. No começo eu apanhei um pouco, claro. Mas agora lido bem com isso. Escrevo porque amo escrever. Se alguém gostar, melhor ainda!

9. Está lendo algum livro no momento?

Carina Rissi: Estou. A mulher que roubou minha vida, da Marian Keyes (não sei como ficou o título em Portugal)

10. O que gosta mais de fazer para relaxar?

Carina Rissi: Ler e viajar. De preferência ao mesmo tempo. É o céu para mim!

11. Tem algum filme favorito? E música?

Carina Rissi: Difícil escolher uma música, então vou escolher uma banda. OneRepublic. Sou louca por tudo que eles fazem. E meu filme favorito é Orgulho e preconceito (que também é o meu livro favorito haha)

12. Já tem previsão para mais algum livro seu, ser publicado em Portugal?

Carina Rissi: Eu espero que sim! Torço para que Encontrada saia ainda este ano em Portugal. Espero que tudo fique pronto a tempo! vEu estou muito feliz e me sentindo muito agradecida à Topseller. Eles estão sendo fantásticos!

13. Por último: Uma mensagem para os leitores portugueses, ok?

Carina Rissi: Eu preciso agradecer todo o carinho com que fui recebida em Portugal. Não esperava ser tão abraçada (mesmo de longe). Tenho recebido os recadinhos mais fofos do mundo! Vocês são fantásticos! Obrigada por lerem Perdida, obrigada pelo feedback, e obrigada por amarem Ian e Sofia ❤

Além da entrevista falamos de outras coisas. Falamos um pouco do lugar onde moro e a autora contou também que a família do marido é toda portuguesa, mais precisamente da Póvoa de Varzim. Disse também que quer muito conhecer Portugal e que espera poder vir cá em breve. Falamos também sobre a cena da alface (para quem já leu o livro Perdida sabe do que falamos, e para quem ainda não leu vai descobrir e vai adorar <3) e de como muitos leitores lhe dizem que já não olham para a alface da mesma forma! Eu fui uma delas!

Comentei com ela que estava um pouco nervosa e ela respondeu que também estava porque, ainda não estava totalmente habituada:

“Tudo é muito novo ainda. Sempre fico nervosa em eventos, entrevista, e é melhor eu nem mencionar vídeos. Deus do céu, fico muito nervosa!”

Como podem ver o contacto com a autora foi magnifico, fantástico e eu ainda estou “a sonhar”! Tive também a oportunidade de lhe mostrar a minha biblioteca e o meu namorado estava no jardim a cortar a relva por isso eu também fui até lá para ela ver! ahahah Foi muito engraçado! ❤

Estou muito feliz por ter tido esta oportunidade! Agora é aguardar com muita ansiedade pelo novo livro da autora em Portugal! 😀

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A autora com uma fã e com um exemplar do livro Perdida na edição Portuguesa. (Foto retirada do Facebook oficial da autora: https://www.facebook.com/CarinaRissiEscritora/timeline)

Podem saber mais aqui: http://www.carinarissi.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/CarinaRissiEscritora/timeline

Podem comprar o livro aqui: http://www.wook.pt/ficha/perdida/a/id/17606122

 

Entrevista Célia Correia Loureiro

A Célia é uma das escritoras que tive oportunidade de conhecer e acompanhar desde o início. Gosto muito da sua escrita assim como das histórias que conta. Acho que foge do típico escritor português e enquadra-se numa nova era.

Espero que gostem da entrevista:

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Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo
começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com este “Demência”, terminado em 2011. Explora temáticas actuais através de um olhar sobre o ombro à história nacional, intercalando frequentemente nos seus enredos uma actualidade dispersa com um passado romanceado e justificativo. Afirma que as histórias que conta não são a história de ninguém, mas que serão certamente a história de alguém.

Como eras na escola?
Na primária era tímida e meio isolada. Li há dias um relatório da minha professora que me recordou dessa minha fase. Do básico ao secundário era fonte de chacotas e difícil de levar a sério – eu também fazia por isso. No secundário comecei a aplicar-me e a partir daí tornei-me um bocadinho mais séria.

Como eras na disciplina de português?
Uma nódoa a gramática, mas muito interessada nos textos e respectivas interpretações.

Quais são as tuas ambições relativamente à tua carreira na escrita?
Leitores. Ambiciono chegar às pessoas com o que escrevo e, eventualmente, tirar disso algo de bom para mim e para quem me lê.

Que escritores te inspiram?
Não mantenho nenhum escritor em mente enquanto escrevo. Mas aprende-se um bocadinho mais a cada livro que se lê.

Além do livro “A Filha do Barão”, que livros escreveste? Onde os podemos comprar?
Escrevi vários, dos quais apenas três estão publicados. “Demência” e “O Funeral da Nossa Mãe” podem ser adquiridos através da editora directamente, mas também na Bulhosaonline e noutras plataformas online. No caso do último, podem até entrar em contacto comigo para o adquirirem novo, autografado e com dedicatória por um precinho especial.

Do teu último livro publicado qual é a tua personagem favorita? O que é que ela tem de tão especial?
O Daniel é a minha personagem favorita. É um homem com uma aura de sucesso, bastante simples, até. Apesar de bastante racional, acaba por conseguir seguir o coração e cumprir as suas promessas. Foi difícil retratá-lo com uma face tão séria e lógica, e outra tão pouco importada com o que se passava ao redor. Mas era importante que este homem, que detesta política e não tem nada de patriota, fizesse sentido.

O que te atrai neste género?
O mergulho na História. A consciência das limitações, das condições e dos moldes de vida antigos, tão diferentes dos de hoje em dia, embora por vezes os dilemas existenciais sejam intemporais.

Em que estás a trabalhar no momento?
Na continuação de “A Filha do Barão”, embora muito devagarinho.

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Fazes muita pesquisa?
Tem de ser. Embora um escritor também trabalhe com imaginação – e seja livre de criar a realidade que quiser – eu gosto que as minhas personagens se movam num contexto sólido. É essencial que eu tenha noção dos desafios da época e da sociedade específica onde se insere a acção para que possa tornar palpáveis tanto o enredo quanto as pessoas que nele se movem.

Quando decidiste tornar-te escritora?
Não foi uma decisão, e não me considero escritora. A escrita sempre foi um passatempo, um escape, uma alegria gratuita que não engorda e até traz bastantes gratificações.

Porque escreves?
Porque é a melhor terapia. E porque não saberia não escrever.

O que te fez decidir realmente começar a escrever?
A minha imaginação sempre foi demasiado fértil, e tinha dificuldades em dar-lhe vazão apenas com o lápis. O desenho parecia-me bidimensional comparado com a profundidade que se pode atribuir a uma situação através de palavras. Tinha demasiados pensamentos que precisava de ver registados, de moldar, de dar forma. Fui obrigada a escrever.

Tens uma ocasião especial para escrever ou como é o teu dia de escrita?Escreves todos os dias?
Apesar de ser bem mais produtiva à noite, tenho-me obrigado a escrever durante o dia.
Tens um objectivo de páginas por dia?
Não exactamente páginas. Geralmente é mais por “cena”. Se estou a viver um momento de angústia, ilustro tal momento. Se está um dia chuvoso, pego por outra cena. Quando o sentimento (a carga emocional de uma cena) se esgota, desligo. É difícil estabelecer um limite de quinze páginas por dia e escrever cinco de uma cena de amor, cinco sobre um assassinato e cinco sobre o funeral. São sentimentos totalmente diferentes.

De onde vêm as tuas ideias?
Da História, das histórias que já li. Mas, sobretudo, vêm do meu imaginário, dos relatos das pessoas que me rodeiam e dos meus próprios sonhos. Já disse que escrevi “O Funeral da Nossa Mãe” na sequência de um simples sonho?

Trabalhas primeiro num enredo ou escreves ao “sabor do vento”?
Geralmente faço um esquema do romance, crio o enredo e penso-o bem. Depois quando começo a aplicar cimento nesses alicerces, o cimento toma a forma que quer. Quando chego ao final e olho para o risco inicial, não é nada do que havia planeado. Por isso as personagens têm vida própria, terramotos e imprevistos sucedem e talvez seja certo dizer que trabalho ao sabor do vento.

Qual é a coisa mais difícil na escrita?E a mais fácil?
A mais difícil é procurar significância para o que se escreve. Não gosto de escrever só porque sim, seria bom se cada cena fosse essencial. A mais fácil é imaginar. A imaginação flui, mas nem os braços acompanham essa rapidez nem a minha vida me permite registar tantas ideias.

Costumas ler muito? Quais são os teus autores favoritos?
Este ano ainda só terminei três ou quatro livros. Não sei o que está a acontecer comigo. Contudo, li bastante até ao ano passado. Gosto muito de Margaret Mitchell, apesar de ela apenas ter escrito o meu adorado “E Tudo o Vento Levou”. Também adorei os livros das irmãs Brontë, “O Monte dos Vendavais” e “Jane Eyre”, a inteligência emocional de ambas pulsa à superfície das páginas. Joanne Harris sempre me trouxe grande prazer, e recentemente descobri Philippe Claudel, de uma sensibilidade e humanismo impressionantes.

Que livro estás a ler no momento?
Ontem acabei de ler “A Rapariga que Roubava Livros” e hoje continuo a 75% de terminar “Pássaros Feridos”, que tem sido uma saga e pêras.

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Falas-nos da capa do teu livro e se gostaste do resultado final.
A capa do livro está muito adequada ao conteúdo, especialmente a parte que ilustra o Porto. É o meu pormenor favorito. Gosto bastante do resultado final.

Achas que a capa tem um papel importante no sucesso de um livro?
Sem dúvida. As primeiras impressões contampara tudo. Um livro que nos faça atravessar um supermercado da secção de guardanapos até si, é sem dúvida um livro de capa bem conseguida. Mesmo que seja uma mixórdia de clichés no interior.

Achas que dar livros gratuitamente funciona na divulgação do teu livro? Porquê?
Eu penso que poderia funcionar, se as pessoas que recebem o livro se comprometerem a apoiar a literatura. Isto é, se não se sentarem apenas a ser agraciadas com o trabalho exaustivo de um autor.

Umas perguntas mais pessoais:

O que fazes para relaxar?
Pilates é perfeito para relaxar. E dormir, durmo muito.

A tua frase motivacional favorita:
Não é bem uma frase… é mais a ideia por detrás de um poema do Robert Frost. Quando ele diz que dois caminhos divergiam nos bosques e que ele, sendo apenas um viajante, não poderia viajar pelos dois. Então teve de escolher um, e escolheu o menos calcorreado. E isso fez toda a diferença. É importante para que me recorde que devo sempre escolher o meu caminho pela minha cabeça, e não porque uma estrada já foi anteriormente desbastada.

Uma frase positiva que gostes:
“O que não mata, engorda”. Digo-a imensas vezes.
Qual o teu livro favorito e porquê:
“E Tudo o Vento Levou”. É a junção perfeita de um amor conturbado, pessoas mesquinhas mas ainda assim humanas e capazes de grandes actos de coragem e altruísmo, guerra e luta pessoal. E contém a minha anti heroína favorita de todos os tempos… Scarlett O’Hara!

A tua citação favorita:
É um grande pedaço de texto. Na realidade é todo o Capítulo Sete do “Jogo do Mundo” do Julio Cortázar. Mas resume-se a isto:
“As bocas encontram-se e lutam calidamente
Mordendo-se com os lábios, apoiando apenas a língua nos dentes
Jogando nos seus cantos,
Onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio
Então as minhas mãos procuram fundir-se no teu cabelo,
Acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo
Enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou peixes
De movimentos vivos, de fragrância obscura
E se nos mordermos a dor é doce,
E se nos demoramos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego,
Essa morte instantânea é bela.
E há uma só saliva e um só sabor a fruta madura,
E eu sinto-te tremer contra mim como uma lua na água.”

Qual o teu filme favorito e porquê:
“E Tudo o Vento Levou”, já o vi uma vintena de vezes, e a cada vez que o vejo arrebata-me sempre, põe-me sempre a rir e a chorar em simultâneo.

Onde te vês daqui a 5 anos:
Aos vinte e nove? Adoraria ter encomendado um primeiro filho, ter um jardim de tulipas e alfazema e mais um ou dois livros publicados.

Que personalidade (viva ou morta) gostarias de conhecer e porquê:
Gostaria de ter uma conversa com o Hitler. Ele de um lado da parede e eu bem protegida dele. Gostaria de lhe fazer uma série de perguntas.

Se pudesses ter sido a autora de um livro qual gostarias que tivesse sido e porquê:
Poderia ser a autora da trilogia Cavaleiro de Bronze, da Paulina Simons? Poderia? Poderia?

Gostarias de dizer mais alguma coisa que eu não tenha mencionado?
Posso dizer que tenho duas gatas meio endiabradas? Qualquer escritor que se preze precisa de companheiros misticamente felinos. Chamam-se Joséphine (Josie) e Valentina (Val). Uma tem três meses e a outra um mês e uma semaninha!

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Onde podem descobrir mais coisas sobre ti?
No meu Facebook de autora (https://www.facebook.com/pages/C%C3%A9lia-Correia-Loureiro/219243348139668?fref=ts), no Goodreads (https://www.goodreads.com/author/show/5355571.C_lia_Correia_Loureiro), num dos meus muitos blogues…(http://celiacorreialoureiro.blogspot.pt/, http://levoyageenrose.blogspot.pt/, http://castelos-de-letras.blogspot.pt/) Ou simplesmente enviando-me um e-mail para ccorreialoureiro@gmail.com.

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Entrevista a Rita Gardellini – Autora de “Después de comer perdices o por qué las mujeres son boludas e insisten en enamorarse”

Olá! Hoje publico uma entrevista de uma escritora nascida na cidade de Rosario na Argentina, Rita Gardellini. E como é que tive o prazer de a conhecer esta querida e simpática escritora? Através de um professor e amigo – Eduardo Fermé – que me apresentou. Decidi fazer-lhe uma entrevista e assim dá-la a conhecer ao povo português para que tenham a oportunidade de a conhecer assim como os seus trabalhos.

Espero que gostem de ler esta entrevista tanto como eu gostei. Deixo por fim o meu profundo agradecimento a escritora por ter tirado um pouco do seu tempo para responder a entrevista e também ao Fermé pela ajuda com a tradução.

1 – Fale-nos um pouco sobre si. Quem é a Rita?
Dar uma definição falando sobre o que faço seria mais fácil e começar explicando como eu sou provocaria complexidades chatas, além disso acabamos sempre por mencionar o que fazemos, o que sentimos, e que queremos, o que sonhamos … Nós próprios “somos ao ser” certo? E eu tenho passado a viver desde que nasci. Normalmente apresento-me como directora de uma escola, docente investigadora e escritora, mas isso deixa de lado a minha família que é o melhor que tenho, então: quem sou eu? Num parágrafo? Posso actualizar-me e aproveitar o século XXI? http://www.ritagardellini.com.ar http://www.escuelabrlopez.com.ar/ http://www.haciendoescuela-ros.com.ar/

2 – Conte-nos um pouco sobre os seus livros e como essas histórias surgiram.
Não escrevo realidades, adoro fantasiar, dominar e controlar tudo. Se fosse catarse, acho que iriam encontrar mais terapia nos meus textos educativos.
Eu criei histórias inverosímeis e tem-me perguntado se foram vivências, o qual acho que devo tomar isso como um elogio: conseguir actuar as minhas letras; como um actor interpreta uma personagem, eu cinzelo personagens em diferentes histórias. Assim seja um assassínio em série ou uma menina imprudente parecem reais; é a ideia de partilhar os meus brinquedos com os outros; assim como esses brinquedos aos que as crianças pequenas dão-lhes diálogos ao brincar, os meus cresceram e amadureceram e estão prontos para serem emprestados. É inebriante ouvir comentários acerca da personagem que você inventou.
Eu poderia apontar um momento deste livro “Después de comer perdices o por qué las mujeres son boludas e insisten en enamorarse” (Depois de comer perdizes ou porque as mulheres são “palermas/babacas” e insistem em enamorar-se): quando apresentei o meu livro em Espanha, conheci o excelente escritor Juan Ignacio Royo, depois seguimos o diálogo por correio electrónico. Neles Juan me perguntava porque não utilizava o meu humor ácido que lia nos meus emails num escrito e assim, desse modo, facilitaria a leitura. Juntou-se a isso o facto do Juan Ignacio confessar estar a passar um momento de “travagem em seco de criatividade” para escrever, então eu propus-lhe que eu começaria um relato com o “olhar feminino” e depois ele faria o “olhar masculino”. Ficou encantado com a mordacidade da Cenisiente, mas quando comecei a lhe enviar de seguida os outros … o Juan não quis continuar porque sentia-se perdido no que considerava uma anarquia de personagens e histórias e não sabia como continuar. Pelo contrário, para mim era simples, porque o “olhar dela” já introduzia o enredo, assim que continuei sozinha.
Juan teria preferido continuar numa novela, mas eu via a Cenisiente como um ícone a ser destronado, um ícone zombado de tanto peso dos séculos e dos príncipes que “Ceni-nem-sente” (nota da tradução: Cenisiente refere a Cenicienta, Cinderella em português, na tradução perde-se o jogo de palavras). E como não tenho problemas em que a personagem seja homem, mulher, gato ou uma porta, para mim é apenas escrever na voz da personagem, e então realizar os “olhar dele” foi apenas escreve-los. Continuar a ler

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Entrevista a Carina Rosa – Autora de “O Intruso”

Recentemente tive a oportunidade de ler “O Intruso”, o primeiro livro da autora Carina Rosa e foi uma surpresa muito agradável. Gostei muito de ler o livro e aconselho a todos os meus leitores a sua leitura.
Conheci a querida autora através da página do Facebook e de imediato quis-lhe fazer uma entrevista para a dar a conhecer a todos os que estiverem interessados. Gostei muito de ler e espero que vocês também gostem muito.

1 – Fala-nos um pouco de ti, de como és e do que mais gostas de fazer.

Sou uma pessoa muito reservada e até um pouco anti-social (risos). Gosto de estar no meu cantinho, na minha escuridão, só eu e a minha folha de papel em branco. Não gosto de muita gente. Não gosto de confusões e gosto de passar despercebida. Costumo dizer que o lado mau de lançar um livro é o mediatismo. É o facto de ser o centro das atenções, que acaba por me tirar um pouco o prazer daquilo que é escrever, de facto. Mas tudo na vida tem um lado menos bom ou com o qual nos identificamos menos. Sei que esse mediatismo é necessário para a promoção de um livro ou de qualquer outra coisa. E portanto são necessários sacrifícios para que possamos concretizar os nossos sonhos.
Adoro escrever e adoro ler. E acho que gostaria muito mais dos meus livros se não soubesse o que ia acontecer. (risos). O Mundo da literatura é um mundo só nosso, em que cada leitor vê a história, os cenários e as personagens à sua maneira. Isso é mágico. É uma experiência única que só acontece nos livros. Sou apaixonada por eles desde que aprendi a ler. Para não dizer viciada. Gosto de todo o tipo de livros, mas principalmente de romances. Acho que podia ter começado a escrever muito mais cedo. Mas penso que me faltava coragem. Sei o que são livros bons e queria conseguir escrever um livro bom. Só não acreditava que o conseguisse. Desta vez, não desisti, fui em frente e consegui terminar aquilo que para mim era um sonho. Acho que o mais importante é tentar. Se não tentarmos, nunca saberemos o que poderia ter sido.
Gosto de fazer ginástica. Neste momento, para além de ser jornalista, dou aulas de Ginástica Acrobática. É também uma paixão desde os meus seis anos de idade, quando iniciei a actividade. Na verdade, aos 18 anos cheguei a integrar a Selecção Nacional de Trampolins e Desportos Acrobáticos. Pode parecer que não tem nada a ver um desporto com a arte de escrever, mas na minha opinião, tem. Quando um atleta faz alta competição, vive com as sensações e os sentimentos à flor da pele. É muita ansiedade, é muita adrenalina, é muita pressão. Quem já esteve num campeonato do Mundo ou num campeonato da Europa, sabe do que falo. E para mim, tudo aquilo que eu vivi na competição, ajuda-me a escrever, porque senti muita coisa e muitos desses sentimentos consigo transpô-los para as personagens, independentemente da sua personalidade.
Adoro música e adoro dançar. Tenho pena de não ter mais tempo para me dedicar à dança. Na verdade, tudo aquilo que seja relacionado com cultura e arte, é comigo. (risos).
Mais a nível de lazer, adoro cinema e viajar para locais que nunca conheci. Continuar a ler

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Entrevista a Olivia Darko – Autora de “O Filho de Ninguém”

Depois da entrevista que dei ao Diário de Notícias sobre o meu blogue algumas pessoas entraram em contacto comigo e uma delas foi Débora Afonso. Para quem não sabe Olivia Darko é o pseudónimo de Débora Afonso, uma jovem escritora madeirense. Fiquei muito feliz porque não conhecia o trabalho da autora. Depois de um contacto inicial li o seu livro e adorei. Mal posso esperar por ler mais desta querida autora. Depois de publicar a opinião do livro queria também publicar uma entrevista ao que a autora gentilmente acedeu. Espero que gostem e que se sintam atraídos pela sinopse do seu livro.

1 – Fala-nos um pouco de ti, de como és e do que mais gostas de fazer.
Eu tenho várias facetas, como toda a gente. Sou mãe, sou filha, esposa e irmã, trabalho, e sou pessoa para além de tudo isso. Gosto imenso de ler, de ver filmes, do dolce fare niente numa praia de areia. E, desde que tenho uma pessoa pequenina lá em casa, gosto muito de brincar com bonecas.

2 – Porque um pseudónimo?
O pseudónimo partiu de um preconceito – que admito ser uma estupidez – de que não há autores de thrillers em Portugal. Porque quando vou a uma livraria, procuro especialmente autores estrangeiros, resolvi escolher um nome que, não deixando de ser Português, pode ser também numa outra língua qualquer. Olivia tem essa característica. Além disso considero a Olivia Darko, ela própria, um personagem. E além disso fiz o seguinte raciocínio: se isto correr muito bem é uma forma de me proteger, se isto correr imensamente mal é outra forma de me proteger. Portanto, podemos considerar que o pseudónimo é consequência de uma série de tontices minhas.

3 – Tens uma rotina de escrita e um horário favorito?
Teria, se pudesse. Mas como mãe de uma menina de 3 anos e com um trabalho a tempo inteiro, escrevo como e quando posso! O ideal para mim seria escrever durante o dia, entre as 09.30H e as 17.00H, porque à noite gosto de descansar, ver as minhas séries policiais, etc. Talvez um dia. O que faço é tentar escrever quando estou com “ganas” disso. É nesses dias que corre bem. Pelo contrário, quando me “obrigo” a tentar debitar umas linhas, o que sai é mesmo isso – umas linhas. E que acabam por ser apagadas. Continuar a ler

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Entrevista a Vítor Frazão – autor de “A Vingança do Lobo”

Hoje trago uma nova entrevista! Trago o autor Vítor Frazão ao blogue Mil estrelas no colo que denomina como “demasiado feminino” 🙂 para mim foi certamente um elogio muito bom. Já publicou um livro “A vingança do lobo” que eu já li e aconselho aos amantes de fantasia e a todos os que tenham curiosidade no fantástico. Vítor diz que é “apenas um arqueólogo que devora livros e gosta de escrever dark fantasy, interesses que pretendo aperfeiçoar até morrer”. Quero agradecer ao Vítor por ter aceite responder as questões e pela prontidão das respostas!

Deixo a entrevista:

1 – Fala-nos um pouco de ti, de como és e do que mais gostas de fazer.
Começas logo com o menos interessante. Não há grande coisa para dizer, foi criado em São Martinho do Porto, sou arqueólogo e gosto de escrever, ler, ver séries e filmes.

2 – Tens uma rotina de escrita e um horário favorito?
Prefiro escrever de manhã e odeio escrever à noite. A única rotina é arranjar um sítio confortável e sossegado sempre que tenho tempo para escrever.

3 – Quando começas a escrever já tens tudo planeado ou a história vai surgindo aos poucos?
Tudo, não. Regra geral tenho o esqueleto da narrativa e à medida que o processo vai evoluindo testo e adapto os elementos. Continuar a ler