Sexo, Drogas e Selfies – Francisco Salgueiro [Opinião]

40610959

Opinião:

Sexo, Drogas e Selfies foi a minha estreia com o autor português Francisco Salgueiro. Não sabia bem o que esperar, mas foi um livro bem melhor do que esperava. Nesta mais recente obra conhecemos a Joana que aos doze anos já perdeu a virgindade e aos 15 anos já sabe mais sobre sexo e droga do que muitos adultos.

É num discurso chocante e duro que o autor português leva o leitor numa viagem pela vida da Joana, uma adolescente portuguesa que mostra um pouco daquilo que é ser um jovem no séc XXI.

Segundo o autor o livro foi baseado em factos verídicos e saber isso foi o que me deixou algo inquieta. Eu sei o que é ter 15/16/17 anos e querer coisas novas, querer experimentar tudo o que nos apresentam…mas também sempre soube o que era ser responsável e quais os cuidados e precauções que deveria tomar. Por isso agora pergunto-me…numa época em que os jovens têm as coisas muito mais facilmente que nós o que será deles quando tiverem 30 anos? Vão estar sempre insatisfeitos com a vida…sempre a procura de mais… O que por um lado não é negativo se o que procurarem for positivo, mas no caso da Joana não era. Era apenas uma procura incessante de algo que a satisfizesse de uma forma rápida e instantânea.

O livro tem um discurso cru e duro…poderá ser chocante para algumas pessoas. Eu gostei mas no meu caso, eu gosto quando os livros me chocam e me provocam sensações fortes. A Joana era uma jovem insegura e no fundo procurava aprovação dos seus pares. Também gostei muito do outro lado do livro, não apenas a visão da Joana, mas também aquele que nós mostra como é difícil ser adolescente com internet e como o bullying e o ciberbullying afecta fortemente as pessoas. Agora quero ler os restantes livros do autor. Adorei.

4*

Sinopse:

Joana perdeu a virgindade aos doze anos e é uma das raparigas mais populares do colégio. Ela e as amigas, aparentemente perfeitas para os pais, escondem um dia-a-dia de sexo com estranhos, sem preservativo, e muitas drogas. Noites levadas ao limite para contornarem o aborrecimento de um quotidiano em que estão sempre agarradas ao telemóvel. É o retrato de uma geração que não vive o momento, porque cada instante só lhe parece real se for registado pela câmara de um telemóvel. É a geração que depende das selfies e dos likes.Em pouco tempo, a vida da Joana e das amigas toma um rumo inesperado, e entra numa espiral descontrolada que condiciona definitivamente o seu futuro.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s