O luto de Elias Gro – João Tordo [Opinião]

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Opinião:

O luto de Elias Gro foi a minha estreia com o autor João Tordo e foi uma boa estreia, já que foi um livro que gostei de ler e que despertou a minha curiosidade em relação as suas restantes obras.

Neste livro conhecemos o personagem principal, mas nunca sabemos o seu nome, característica que me deixou um pouco confusa no início já que me causou alguma estranheza e dificuldade em associar um rosto ao homem, mas que, com o passar do tempo acabei por entranhar e habituar-me.

Este homem vai para uma ilha perdida no Atlântico porque precisa de solidão mas, ao lá chegar acaba por conhecer as pessoas que lá residem e a própria história que a ilha carrega. 

O autor tem a característica peculiar de não ter capítulos, a história é sempre corrida, apenas tem alguns espaços entre os parágrafos que faz com que a leitura não seja confusa. As personagens são peculiares, desde Cecília que é uma menina de 11 anos, Alma, uma senhora muito bondosa, o padre que é pai de Cecília e um velho louco que tem por hábito vaguear durante a noite.

Ao longo do livro vemos o narrador a sair do seu buraco, da sua solidão e ir se aproximando aos poucos da ilha e dos seus residentes. Vai fazendo o luto e enquanto isso se vai passando ele vai contando a sua história e também vamos conhecendo as restantes histórias das pessoas que residem na ilha.

É um livro marcadamente português, é um livro nostálgico, triste e solitário. Mas ele é também muito bonito porque tem uma característica muito intima. Sentimos-nos muito próximos do narrador e conseguimos sentir a sua dor.

Gostei muito.

3.5*

Sinopse:

Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza – e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

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