Vidas roubadas – Mary Kubica [Opinião]

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Opinião:

Mary Kubica é uma autora fantástica e dentro do gênero é uma das minhas favoritas. Depois de ler Não digas nada e agora o mais recente livro Vidas roubadas, aguardo com ansiedade a publicação de mais um livro da sua autoria.

Em Vidas Roubadas somos apresentados a Heidi Wood, uma mulher que trabalha com imigrantes e com pessoas que precisam de ajuda para se estabelecer num novo país. É uma mulher altruísta e ao ver Willow, uma jovem que não aparenta ter mais de 14 anos com um bebé ao colo, completamente encharcada e com um ar lastimável decide que as tem de ajudar.

Leva-as para sua casa, algo que o seu marido se opõe terminantemente assim como a sua filha Zoe. Com o passar do tempo todos observam que o comportamento de Willow não é normal, mas os dias passam e o marido de Heidi espera que esta tome a decisão de as denunciar a comissão de proteção de menores (algo que ele acha que já devia ter sido feito desde o início).

Assim como o comportamento de Willow muda, o comportamento de Heidi também muda e o leitor começa a perceber que algo de muito mau se passa. Ao longo da leitura, o desejo de chegar ao final aumenta exponencialmente já que o leitor anseia ardentemente saber o que realmente aconteceu ao Willow.

A história é narrada através das três perspectivas, a de Heidi, a de Chris (marido de Heidi) e a de Willow. Os capítulos pertencentes a Willow são deveras marcantes já que relatam todo o abuso e todos os transtornos porque esta jovem passou quando se viu desemparada após a morte dos seus pais. O final do livro não é surpreendente porque as coisas não são desvendadas todas de uma vez, são dadas ao leitor desfazadamente, dando tempo a este para que consiga assimilar tudo.

AMEI este livro. Fiquei completamente agarrada a história, tendo-o lido em apenas algumas horas.

5*

Sinopse:

Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com a bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha, Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto, Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum.
Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?

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