Brisas de Novembro – Robyn Carr [Opinião]

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Opinião:

Mais um excelente livro desta autora. Gostei muito tal como dos livros anteriores pertencentes a esta série. Já estava com saudades desta pequena vila e dos seus habitantes.

Robyn Carr é uma autora fiel à sua escrita. Com alguns floreados e algumas descrições, apresenta ao leitor histórias dos personagens desta vila que fascinam o leitor e que querem saber sempre mais.

Das várias séries que leio, está é sem dúvida uma das mais fiéis em todos os aspectos, desde a forma como a história é apresentada ao leitor, desde a escrita assim como o tempo de antena que é dado aos vários protagonistas.

Este livro não é excepção à regra e tal como os outros não aborda apenas a história de um casal mas sim de vários. Alguns casais são lhes dada mais importância do que outros, mas penso que esta será uma das características mais interessantes destes livros.

Neste livro em particular conhecemos a história de Franci e Sean. Namoraram, mas infelizmente pretendiam coisas diferentes para o seu futuro, o que fez com que acabassem por se separar…o problema é que o destino é traiçoeiro e voltou a juntá-los quando menos esperavam. Além disso Franci tinha uma surpresa para Sean…uma grande surpresa que este não esperava por nada deste mundo.

Escrito com paixão e mestria este é um livro que vós irá fazer sorrir e comover com tanta paixão e carinho. É um livro muito querido e apesar de inicialmente não ter gostado muito do Sean porque achei-o bastante “macho” acabei por ir gostando dele aos poucos e no final fiquei muito feliz com a relação construída pela autora.

4*

Sinopse:
Tinham um passado em comum, mas não era apenas isso que os unia. Há quatro anos, Franci Duncan e Sean Riordan, companheiros na Força Aérea, terminaram a sua relação: ela queria casar-se e ter filhos e ele não. Contudo, um encontro casual demonstrou-lhes que a sua amarga rutura não tinha acabado com a paixão que ardia entre eles. Sean tinha assentado as ideias, já não era um arrogante piloto de caças, e queria que tentassem de novo. Franci tivera um motivo secreto para abandonar Sean quando ele se negara a comprometer-se com ela: chamava-se Rosie e era uma menina ruiva de três anos e meio que tinha herdado os olhos verdes do pai. Para que Franci e Sean voltassem a confiar um no outro era necessário um pequeno milagre e um amor daqueles que é capaz de mover montanhas.

«Proposta Indecente», de Patricia Cabot – Novidade Quinta Essência

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Autora de Rosa Selvagem e Um Pequeno Escândalo

Uma aventura apaixonada nas Baamas

Aventureira, franca, Payton Dixon tem dois sonhos na vida: possuir um veleiro e obter o amor do capitão Connor Drake. Mas ambos parecem fora do seu alcance, uma vez que seu o amado capitão está prestes a casar com outra, e pior, o traidor do pai de Payton ofereceu-lhe o barco dela como prenda de casamento.
Decidida a provar que está certa, Payton consegue desencadear um escândalo e causar todos os tipos de problemas. Quanto a Drake, não é capaz de decidir se quer estrangular a rapariga com quem cresceu, ou fazer amor com a bela mulher em que ela se transformou.

Melhor Romance Histórico em 1999 pela revista Romantic Times

Tendo crescido com os irmãos a bordo de navios pertencentes a seu pai, Payton Dixon teve pouca oportunidade de aprender boas maneiras. Aos dezanove anos, pragueja como um soldado, sabe manobrar as velas e sente-se mais confortável no meio de uma luta com piratas em Havana do que num jantar em Londres. Detesta a etiqueta. O seu maior desejo é receber o comando de um barco no seu aniversário. E que o capitão Connor Drake renuncie casar com Miss Whitby! Payton não seria capaz de dizer porquê – nem quando – lhe surgiu aquela fraqueza, mas o resultado é óbvio: ama aquele homem. Infelizmente, ele vai casar com outra… Não, isso é impossível. Há que evitá-lo!

«Patricia Cabot povoa a sua aventura no alto mar com personagens memoráveis ​​e um cenário cuidadosamente pormenorizado. Os leitores vão sentir a brisa do mar e os beijos apaixonados entre Payton e Drake. Um livro diferente, divertido e encantador. É uma verdadeira alegria para ouvir a voz única de Patricia Cabot.»
RT Book Reviews

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Meggin Patricia Cabot, autora bestseller de romances históricos, nasceu em fevereiro de 1967, em Bloomington, Indiana (EUA). Trabalhou como gestora numa residência universitária, foi ilustradora freelance e escreveu mais de cinquenta livros que assinou com diferentes pseudónimos. Entre eles destaca-se a série O Diário da Princesa (The Princess Diaries), publicada em mais de trinta países e adaptada ao cinema pela Walt Disney Pictures, com grandes êxitos de bilheteira.
As suas obras ganharam inúmeros prémios, incluindo o New York Public Library Books for Teen Age, o Booksense Pick, o Evergreen, o IRA/CBC Young Adult Choice, entre outros.

“O traje tradicional da Madeira” de Vanessa Leão – Resultado do Passatempo

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Já temos o sortudo/a que levará para casa um exemplar deste magnífico livro! Quero agradecer a Editorial Presença pela excelente colaboração que tem vindo a ter nos últimos tempos com o blogue Mil estrelas no colo, não apenas com o intuito de divulgar os seus livros mas também agradar aos fãs do meu blogue. Obrigada também a todos os que participaram e se não foram os vencedores não se deixem desmotivar porque de certeza que haverá mais oportunidades!

Num total de 102 participações o vencedor foi escolhido através do random.org e o número seleccionado foi o 6!

O vencedor foi:

Eduardo Silva – Porto

Muitos parabéns e boas leituras!

E já sabem que se quiserem saber mais informações sobre este livro ou então para adquiri-lo podem aceder aqui:  “O traje tradicional da Madeira” de Vanessa Leão.

Novidades ASA – Julho 2014

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Ano da Edição / Impressão / 2014
ISBN / 9789892327785
Editora / ASA

Disponível a 8 de Julho

Sinopse:
Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.
Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?

Sobre a autora:
Julia Quinn começou a escrever mal terminou o seu curso universitário e, para alegria dos seus inúmeros fãs em todo o mundo, nunca mais parou. Traduzidos para vinte e seis línguas, todos os seus romances integram de imediato a lista de bestsellers do New York Times, com especial destaque para a Série Bridgerton. A autora venceu já dois prémios Romantic Times e três Prémios RITA da Romance Writers of America, tendo sido a mais jovem autora a entrar para o Hall of Fame dessa associação. Vive com a família na costa oeste dos Estados Unidos.

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 216
ISBN / 9789892327839
Editora / LUA DE PAPEL

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
Para o mundo ela era apenas uma freira. Mas para El Rei ela era uma rainha.
Lisboa, início do século XVIII da Graça de El Rei D. João V. Paula, a filha pobre de um ourives, deixa a azáfama das ruas de Lisboa para ingressar no Mosteiro de São Dinis, em Odivelas. Não é Deus quem a chama, mas sim a necessidade de um pai que já não a pode sustentar. Quis o destino, porém, que aquela rapariga de pé descalço se viesse a tornar na mais conhecida freira da nossa história. E numa das mulheres mais poderosas de um reino que vivia no extravagante esplendor pago com os escravos de África, com o ouro do Brasil…
Madre Paula é a história desse amor proibido, entre o Rei-Sol português, D. João V, e a famigerada freira de Odivelas. Um amor intenso, maior que tudo, que levou o rei a ignorar o bom senso e a tomar a freira como amante, confidente e conselheira.
D. João V sempre teve uma predileção por mulheres bonitas, mas Paula foi o seu grande amor. Permaneceram juntos, secretamente, mais de uma década, e chegaram a ter um filho. A história entre um dos homens mais poderosos do mundo e a plebeia que a Deus traiu inscreve-se na categoria de mito, mas é bem real, nas páginas do romance de estreia de Patrícia Müller. Juntos enfrentaram intrigas palacianas, a ameaça do castigo divino, o ciúme e os jogos de poder. E a quase tudo resistiram – pois durante uma década, para D. João V, Madre Paula foi a sua única e verdadeira rainha.

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 240
ISBN / 9789892327808
Editora / ASA

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
Sniper é uma lenda viva no mundo da arte de rua. Subversivo e omnipresente na tela urbana, ninguém conhece a sua identidade, poucos terão visto o seu rosto, não há relatos do seu paradeiro. Quem é o verdadeiro Sniper por detrás deste enigma que o mistifica? É um heroico cruzamento de Salman Rushdie e Banksy, um justiceiro solitário? Ou um terrorista urbano, um enomaníaco cujas ações já se revelaram fatais?
Alejandra Varela, especialista em arte, decide seguir os passos deste homem sem lei. Uma mira telescópica de francoatirador assina todos os trabalhos de Sniper, e é essa mira que leva Alejandra a infiltrar-se no submundo de Madrid e Lisboa, Verona e Nápoles. Cidades que são os campos de batalha prediletos deste caçador solitário. Mas, a coberto das sombras, uma outra pessoa aguarda para descobrir o paradeiro de Sniper, embora as suas motivações sejam bem diferentes…
Segue-se um formidável duelo de inteligências, um jogo de perseguição entre caçador e presa cujo final é, no mínimo, surpreendente.
Thriller centrado no obscuro e inexplorado submundo da arte urbana, nas suas leis e códigos éticos próprios, na frágil distinção entre arte e vandalismo, O Francoatirador Paciente é um convite à reflexão sobre a identidade urbana, a arte e o artista moderno.

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 288
ISBN / 9789892325545
Editora / ASA

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
Neste livro intenso e escrito de uma forma brilhante, baseado em três anos de reportagem, é dada vida a uma era desconcertante de mudança e desigualdade global.
Annawadi é um bairro de lata clandestino à sombra de hotéis de luxo perto do aeroporto de Bombaim.
Quando a Índia começa a prosperar, os seus habitantes enchem-se de esperança. Abdul, vê «uma fortuna» no lixo que as pessoas mais ricas deitam fora. Asha, uma mulher inteligente e marcada por uma infância de pobreza, identificou o caminho para a classe média: a corrupção política. Com alguma sorte, a sua filha tornar-se-á a primeira rapariga com um curso superior no bairro. E até os mais pobres acreditam que estão a aproximar-se das boas vidas e dos bons tempos.
Com inteligência, humor e um profundo conhecimento do que liga os seres humanos uns aos outros numa era de mudança, este livro lança o leitor para um dos mundos escondidos do século xxi e para a vida de pessoas impossíveis de esquecer.

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 336
ISBN / 9789892327860
Editora / ASA

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
Na quinta parte desta bem sucedida série, os gémeos da profecia foram separados, e o fim está a começar.
Alcatraz
Apesar de o seu aliado Dr. John Dee ter sido declarado utlaga, Maquiavel e Billy the Kid vão seguir os planos dos Anciães: tencionam soltar os monstros de Alcatraz na cidade de São Francisco, desencadeando o final da corrida dos humani.
Danu Talis
O Reino das Sombras em que Scatty e Joana d’Arc entraram é muito mais perigoso do que jamais podiam ter imaginado. E não desembarcaram ali por acaso: as guerreiras foram chamadas por uma razão. Tal como Saint-Germain, Palamedes e Shakespeare. O grupo foi convocado porque tem de viajar no tempo até Danu Talis no passado e destruí-lo. Pois a ilha de Danu Talis, conhecida nos mitos humani como a cidade perdida da Atlântida, deve cair para o mundo moderno poder existir.
São Francisco
O fim está a chegar. Josh Newman escolheu um lado, e não vai ficar com a irmã, Sophie, nem com o Alquimista, Nicholas Flamel. Vai lutar ao lado de Dee e da misteriosa Virginia Dare. A não ser que Sophie encontre o seu gémeo antes de a batalha começar, tudo está perdido – para sempre.

Novidade Casa das Letras – Julho 2014

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 712
ISBN / 9789724622538
Editora / CASA DAS LETRAS

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
“O grupo de vampiros mais sensuais da ficção” está de volta, com a autora J. R. Ward a juntar dois dos elementos mais adorados do mundo da Irmandade da Adaga Negra.
Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa…
Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio.
O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.

Sobre a autora:
J. R. Ward vive no Sul dos Estados Unidos, com o seu marido incrivelmente generoso e o seu amado golden retriever. Depois de se ter formado em Direito, começou a sua vida profissional na área da saúde, em Boston, tendo passado muitos anos como chefe de equipa de um dos centros clínicos do país. A escrita foi sempre a sua paixão, e a sua ideia de Céu é um dia inteiro com mais nada além do seu computador, o seu cão e a caneca de café.

Novidades Quinta Essência – Julho 2014

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 280
ISBN / 9789897261367
Editora / QUINTA ESSÊNCIA

Disponível a 8 de Julho

Sinopse:
Uma história bela e arrebatadora sobre amores antigos e novos, e o poder das ligações que nos unem para sempre…
A primeira vez que Eby Pim viu Lago Perdido foi num postal. Apenas uma fotografia antiga e algumas palavras num pequeno quadrado de papel pesado, mas quando o viu soube que estava a olhar para o seu futuro.
Isso foi há metade de uma vida. Agora Lago Perdido está prestes a deslizar para o passado de Eby. O seu marido George faleceu há muito tempo. A maior parte da sua exigente família desapareceu. Tudo o que resta é uma velha estância de cabanas outrora encantadoras à beira do lago a sucumbirem ao calor e à humidade do Sul da Georgia, e um grupo de inadaptados fiéis atraídos para Lago Perdido ano após ano pelos seus próprios sonhos e desejos. É bastante, mas não o suficiente para impedir Eby de abrir mão de Lago Perdido e vendê-lo a um empreiteiro.
Este é por isso o seu último verão no lago… até que uma última oportunidade de reencontrar a família lhe bate à porta.

Sobre a autora:
Sarah Addison Allen nasceu e cresceu em Asheville, na Carolina do Norte. O Jardim Encantado, a sua obra de estreia, foi distinguido com o prémio SIBA Novel Of the Year, da Associação de Livreiros Independentes do Sul, para melhor romance de 2008, e em Portugal já tem mais de dez mil exemplares vendidos. O Quarto Mágico foi eleito, em maio de 2009, Romance Feminino do Ano, referente a 2008, pela revista Romantic Times.

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Ano da Edição / Impressão / 2014
Número Páginas / 376
ISBN / 9789897261268
Editora / QUINTA ESSÊNCIA

Disponível a 1 de Julho

Sinopse:
Issy, de quinze anos, e a mãe, recentemente divorciada, lutam por encontrar o seu caminho e o seu lugar na vida, sozinhas e em conjunto.
Aos trinta e oito anos, com pouco dinheiro e a braços com todas as responsabilidades, Caroline tenta reconciliar-se com a nova situação em que se encontra. Ao decidir deixar para trás a desafogada vida que levava em Singapura (bem como o seu infiel marido e a amante de longa data), acaba a viver no pub de uma aldeia inglesa, trabalhando como chef para ganhar a vida, conhecendo as pessoas mais pitorescas da zona e fazendo amigos. Porém, Issy adora o pai e secretamente culpa a mãe pela reviravolta operada na sua vida.Ao mesmo tempo que o sonho de Caroline de converter um velho celeiro num restaurante começa a tomar forma, a sua oportunidade de ser feliz é posta em causa por rumores de vingança e homicídio. Quando Issy, a meio caminho entre a adolescência e a idade adulta, começa a fazer algumas escolhas arriscadas, a situação complica-se ainda mais.

Sobre a autora:
Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.

Entrevista Célia Correia Loureiro

A Célia é uma das escritoras que tive oportunidade de conhecer e acompanhar desde o início. Gosto muito da sua escrita assim como das histórias que conta. Acho que foge do típico escritor português e enquadra-se numa nova era.

Espero que gostem da entrevista:

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Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo
começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí, não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com este “Demência”, terminado em 2011. Explora temáticas actuais através de um olhar sobre o ombro à história nacional, intercalando frequentemente nos seus enredos uma actualidade dispersa com um passado romanceado e justificativo. Afirma que as histórias que conta não são a história de ninguém, mas que serão certamente a história de alguém.

Como eras na escola?
Na primária era tímida e meio isolada. Li há dias um relatório da minha professora que me recordou dessa minha fase. Do básico ao secundário era fonte de chacotas e difícil de levar a sério – eu também fazia por isso. No secundário comecei a aplicar-me e a partir daí tornei-me um bocadinho mais séria.

Como eras na disciplina de português?
Uma nódoa a gramática, mas muito interessada nos textos e respectivas interpretações.

Quais são as tuas ambições relativamente à tua carreira na escrita?
Leitores. Ambiciono chegar às pessoas com o que escrevo e, eventualmente, tirar disso algo de bom para mim e para quem me lê.

Que escritores te inspiram?
Não mantenho nenhum escritor em mente enquanto escrevo. Mas aprende-se um bocadinho mais a cada livro que se lê.

Além do livro “A Filha do Barão”, que livros escreveste? Onde os podemos comprar?
Escrevi vários, dos quais apenas três estão publicados. “Demência” e “O Funeral da Nossa Mãe” podem ser adquiridos através da editora directamente, mas também na Bulhosaonline e noutras plataformas online. No caso do último, podem até entrar em contacto comigo para o adquirirem novo, autografado e com dedicatória por um precinho especial.

Do teu último livro publicado qual é a tua personagem favorita? O que é que ela tem de tão especial?
O Daniel é a minha personagem favorita. É um homem com uma aura de sucesso, bastante simples, até. Apesar de bastante racional, acaba por conseguir seguir o coração e cumprir as suas promessas. Foi difícil retratá-lo com uma face tão séria e lógica, e outra tão pouco importada com o que se passava ao redor. Mas era importante que este homem, que detesta política e não tem nada de patriota, fizesse sentido.

O que te atrai neste género?
O mergulho na História. A consciência das limitações, das condições e dos moldes de vida antigos, tão diferentes dos de hoje em dia, embora por vezes os dilemas existenciais sejam intemporais.

Em que estás a trabalhar no momento?
Na continuação de “A Filha do Barão”, embora muito devagarinho.

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Fazes muita pesquisa?
Tem de ser. Embora um escritor também trabalhe com imaginação – e seja livre de criar a realidade que quiser – eu gosto que as minhas personagens se movam num contexto sólido. É essencial que eu tenha noção dos desafios da época e da sociedade específica onde se insere a acção para que possa tornar palpáveis tanto o enredo quanto as pessoas que nele se movem.

Quando decidiste tornar-te escritora?
Não foi uma decisão, e não me considero escritora. A escrita sempre foi um passatempo, um escape, uma alegria gratuita que não engorda e até traz bastantes gratificações.

Porque escreves?
Porque é a melhor terapia. E porque não saberia não escrever.

O que te fez decidir realmente começar a escrever?
A minha imaginação sempre foi demasiado fértil, e tinha dificuldades em dar-lhe vazão apenas com o lápis. O desenho parecia-me bidimensional comparado com a profundidade que se pode atribuir a uma situação através de palavras. Tinha demasiados pensamentos que precisava de ver registados, de moldar, de dar forma. Fui obrigada a escrever.

Tens uma ocasião especial para escrever ou como é o teu dia de escrita?Escreves todos os dias?
Apesar de ser bem mais produtiva à noite, tenho-me obrigado a escrever durante o dia.
Tens um objectivo de páginas por dia?
Não exactamente páginas. Geralmente é mais por “cena”. Se estou a viver um momento de angústia, ilustro tal momento. Se está um dia chuvoso, pego por outra cena. Quando o sentimento (a carga emocional de uma cena) se esgota, desligo. É difícil estabelecer um limite de quinze páginas por dia e escrever cinco de uma cena de amor, cinco sobre um assassinato e cinco sobre o funeral. São sentimentos totalmente diferentes.

De onde vêm as tuas ideias?
Da História, das histórias que já li. Mas, sobretudo, vêm do meu imaginário, dos relatos das pessoas que me rodeiam e dos meus próprios sonhos. Já disse que escrevi “O Funeral da Nossa Mãe” na sequência de um simples sonho?

Trabalhas primeiro num enredo ou escreves ao “sabor do vento”?
Geralmente faço um esquema do romance, crio o enredo e penso-o bem. Depois quando começo a aplicar cimento nesses alicerces, o cimento toma a forma que quer. Quando chego ao final e olho para o risco inicial, não é nada do que havia planeado. Por isso as personagens têm vida própria, terramotos e imprevistos sucedem e talvez seja certo dizer que trabalho ao sabor do vento.

Qual é a coisa mais difícil na escrita?E a mais fácil?
A mais difícil é procurar significância para o que se escreve. Não gosto de escrever só porque sim, seria bom se cada cena fosse essencial. A mais fácil é imaginar. A imaginação flui, mas nem os braços acompanham essa rapidez nem a minha vida me permite registar tantas ideias.

Costumas ler muito? Quais são os teus autores favoritos?
Este ano ainda só terminei três ou quatro livros. Não sei o que está a acontecer comigo. Contudo, li bastante até ao ano passado. Gosto muito de Margaret Mitchell, apesar de ela apenas ter escrito o meu adorado “E Tudo o Vento Levou”. Também adorei os livros das irmãs Brontë, “O Monte dos Vendavais” e “Jane Eyre”, a inteligência emocional de ambas pulsa à superfície das páginas. Joanne Harris sempre me trouxe grande prazer, e recentemente descobri Philippe Claudel, de uma sensibilidade e humanismo impressionantes.

Que livro estás a ler no momento?
Ontem acabei de ler “A Rapariga que Roubava Livros” e hoje continuo a 75% de terminar “Pássaros Feridos”, que tem sido uma saga e pêras.

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Falas-nos da capa do teu livro e se gostaste do resultado final.
A capa do livro está muito adequada ao conteúdo, especialmente a parte que ilustra o Porto. É o meu pormenor favorito. Gosto bastante do resultado final.

Achas que a capa tem um papel importante no sucesso de um livro?
Sem dúvida. As primeiras impressões contampara tudo. Um livro que nos faça atravessar um supermercado da secção de guardanapos até si, é sem dúvida um livro de capa bem conseguida. Mesmo que seja uma mixórdia de clichés no interior.

Achas que dar livros gratuitamente funciona na divulgação do teu livro? Porquê?
Eu penso que poderia funcionar, se as pessoas que recebem o livro se comprometerem a apoiar a literatura. Isto é, se não se sentarem apenas a ser agraciadas com o trabalho exaustivo de um autor.

Umas perguntas mais pessoais:

O que fazes para relaxar?
Pilates é perfeito para relaxar. E dormir, durmo muito.

A tua frase motivacional favorita:
Não é bem uma frase… é mais a ideia por detrás de um poema do Robert Frost. Quando ele diz que dois caminhos divergiam nos bosques e que ele, sendo apenas um viajante, não poderia viajar pelos dois. Então teve de escolher um, e escolheu o menos calcorreado. E isso fez toda a diferença. É importante para que me recorde que devo sempre escolher o meu caminho pela minha cabeça, e não porque uma estrada já foi anteriormente desbastada.

Uma frase positiva que gostes:
“O que não mata, engorda”. Digo-a imensas vezes.
Qual o teu livro favorito e porquê:
“E Tudo o Vento Levou”. É a junção perfeita de um amor conturbado, pessoas mesquinhas mas ainda assim humanas e capazes de grandes actos de coragem e altruísmo, guerra e luta pessoal. E contém a minha anti heroína favorita de todos os tempos… Scarlett O’Hara!

A tua citação favorita:
É um grande pedaço de texto. Na realidade é todo o Capítulo Sete do “Jogo do Mundo” do Julio Cortázar. Mas resume-se a isto:
“As bocas encontram-se e lutam calidamente
Mordendo-se com os lábios, apoiando apenas a língua nos dentes
Jogando nos seus cantos,
Onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio
Então as minhas mãos procuram fundir-se no teu cabelo,
Acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo
Enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou peixes
De movimentos vivos, de fragrância obscura
E se nos mordermos a dor é doce,
E se nos demoramos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego,
Essa morte instantânea é bela.
E há uma só saliva e um só sabor a fruta madura,
E eu sinto-te tremer contra mim como uma lua na água.”

Qual o teu filme favorito e porquê:
“E Tudo o Vento Levou”, já o vi uma vintena de vezes, e a cada vez que o vejo arrebata-me sempre, põe-me sempre a rir e a chorar em simultâneo.

Onde te vês daqui a 5 anos:
Aos vinte e nove? Adoraria ter encomendado um primeiro filho, ter um jardim de tulipas e alfazema e mais um ou dois livros publicados.

Que personalidade (viva ou morta) gostarias de conhecer e porquê:
Gostaria de ter uma conversa com o Hitler. Ele de um lado da parede e eu bem protegida dele. Gostaria de lhe fazer uma série de perguntas.

Se pudesses ter sido a autora de um livro qual gostarias que tivesse sido e porquê:
Poderia ser a autora da trilogia Cavaleiro de Bronze, da Paulina Simons? Poderia? Poderia?

Gostarias de dizer mais alguma coisa que eu não tenha mencionado?
Posso dizer que tenho duas gatas meio endiabradas? Qualquer escritor que se preze precisa de companheiros misticamente felinos. Chamam-se Joséphine (Josie) e Valentina (Val). Uma tem três meses e a outra um mês e uma semaninha!

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Onde podem descobrir mais coisas sobre ti?
No meu Facebook de autora (https://www.facebook.com/pages/C%C3%A9lia-Correia-Loureiro/219243348139668?fref=ts), no Goodreads (https://www.goodreads.com/author/show/5355571.C_lia_Correia_Loureiro), num dos meus muitos blogues…(http://celiacorreialoureiro.blogspot.pt/, http://levoyageenrose.blogspot.pt/, http://castelos-de-letras.blogspot.pt/) Ou simplesmente enviando-me um e-mail para ccorreialoureiro@gmail.com.

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