A filha do barão – Célia Correia Loureiro [Opinião]

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Opinião:

Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989, é licenciada em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas a sua grande paixão é a escrita. Foi aos doze anos que leu o seu primeiro romance e além d’A filha do barão, já publicou outro dois romances “Demência” em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 “O Funeral da Nossa Mãe”.

A Célia foi uma autora que eu acompanhei desde o início, nem sei dizer bem como é que a conheci, mas sei que depois de ler Demência, sabia que tinha de continuar a ler o que a autora tivesse para me contar.
Esta opinião não será fácil para mim de escrever, mas tentarei sei sucinta e explicada possível, para que além de lerem o que eu tenho a dizer do livro e da sua história saberem também o que senti ao longo da sua leitura.
Vou começar por falar da história a nível geral e irei dizer tanto os pontos positivos como aqueles que achei negativos (tenham em conta que está opinião vai ao encontro do meu gosto pessoal).

A autora Célia Loureiro conta uma belíssima história de amor, desamores, paixão, ciúme e traição. É sem dúvida alguma, um livro português, escrito por uma portuguesa que (acreditem mesmo) tem um dom incrível. Além da história (obvio), o que me marcou profundamente foram todas as descrições que a autora fez. Por um lado, adorei todas as explanações do nosso país já que me fizeram sentir quase como se conseguisse na verdade experimentar e tocar das coisas que falava. No entanto, e aqui vai o meu primeiro ponto negativo, achei que algumas destas descrições foram demasiado longas que acabavam por me descentrar um pouco daquilo que realmente importava.

Os personagens foram (e nota-se) bem pensados e construídos para um propósito no desenvolvimento do livro. Adorei o Daniel e apesar de detestar algumas das atitudes dele, principalmente as do início do livro, foi impossível não gostar de um homem tão inteligente, lindo e tão cuidadoso com os interesses da sua família.
Mariana…o que dizer dela? Eu adorei o Daniel, mas amei a Mariana, é uma personagem forte, destemida, inteligente, carinhosa…uma menina que apesar de tudo sabe tão pouco da vida e é impossível o leitor não se sentir próximo dela. A inocência dela é extremamente cativante e a força que demonstra em algumas situações conquista o coração do leitor que até então ainda não estava totalmente convencido.

Confesso que no início custou-me entrar na história devido a inundação de personagens, de lugares, de linguagem diferente. Parecia que o meu cérebro estava a receber tantas sensações que não se conseguia concentrar, mas depois de nós habituarmos é um livro fácil com uma história espectacular que cativa.
Aqui vai mais um dos pontos negativos: a meu ver a relação de Daniel e Mariana não teve tempo para se aprofundar antes de ambos se envolverem. Inicialmente Mariana era muito nova, mas depois de repente ela já tem idade e acontece tudo muito rápido. Fiquei um pouco desiludida nessa parte, mas admito que a autora conseguiu compensar esta falha com outros desenvolvimentos que o livro tomou. Sim porque depois disso aconteceram tantas coisas inesperadas que foram várias as vezes que o meu coração pulsou de emoção no meu peito. Houve momentos que tive medo de continuar a ler porque tinha pavor do que iria acontecer. Cheguei mesmo a ficar agoniada nas últimas 200 páginas do livro.

Comparei (eu sei que não se deve fazer) muitas vezes a Célia com a autora Florencia Bonelli e com a Paulinna Simons porque são ambas escritoras que nas suas histórias contam sempre muitos factos históricos entrelaçados com um belo romance.

Célia isto é para ti: muitos parabéns por este maravilhoso livro, és uma escritora fantástica e extremamente talentosa. Quando duvidares de ti, vem ao meu blogue e lê isto quantas vezes precisares. Escreves-te uma linda história de amor, de guerra, de ambição que não seria qualquer pessoa que teria a coragem e a força suficiente para a escrever. Ao longo do livro vê-se a dedicação e o trabalho que tiveste com este menino. Na minha honesta opinião, creio ser esta a tua praia, aquela onde mais à vontade sentes. Este livro veio também preencher uma lacuna na prateleira dos escritores portugueses, já que são poucos aqueles que têm o dom de conseguir conciliar história e romance.

Um livro 5 estrelas que é uma viagem longa e maravilhosa pelo nosso belo Portugal!

5*

Sinopse:
Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo – um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país. No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto incorruptível, disposto a mostrar-lhe que a vida é mais do que um leque de obrigações.

Novidades Quinta Essência Abril 2014

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Titulo: Uma Noite no Expresso do Oriente
Autora: Veronica Henry
Ano da Edição: Abril de 2014
Páginas: 336

Há uma nova vida apenas a um bilhete de distância.
O Expresso do Oriente. Luxo. Mistério. Romance.

Sinopse:
Para o grupo de passageiros que se instala nos seus lugares e bebe os primeiros goles de champanhe, a viagem de Londres até Veneza é mais do que a viagem de uma vida. Uma missão misteriosa; uma promessa feita a um amigo moribundo; uma proposta inesperada; um segredo que remonta a vida inteira… Enquanto o comboio segue viagem, revelações, confissões e encontros amorosos têm lugar no cenário mais romântico e infame do mundo.
—–
Sobre a autora:
Veronica Henry trabalhou como argumentista para várias séries televisivas, antes de dedicar à ficção. Uma Noite no Expresso Oriente é o seu décimo primeiro romance. Veronica vive com o marido e os três filhos numa aldeia no norte de Devon. Para mais informações, visite http://www.veronicahenry.co.uk

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Titulo: Nove Semanas e Meia Quebraram todas as regras
Autora: Elizabeth McNeill
Ano da Edição: Abril de 2014
Páginas: 152

Sinopse:
Esta é uma história de amor tão pouco frequente, tão apaixonada, tão extrema e tão real que o leitor não pode deixar de seguir, fascinado, o seu desenvolvimento ritual. Duas pessoas cultas, civilizadas e independentes conhecem-se um dia por acaso numa rua de Nova Iorque, um domingo de maio nos anos setenta, e iniciam uma relação que em breve se tornará uma experiência sadomasoquista de rara intensidade. Desde o início, estabelecem espontaneamente entre eles estímulos sexuais que obedecem a um ritual instintivo de dominação e humilhação, ritual que é aceite primeiro com surpresa e depois com prazer genuíno, pela autora desta história chocante. Naturalmente, à medida que a relação progride, o casal embarca em jogos cada vez mais elaborados e sofisticados que, após nove semanas e meia, conduzem a mulher a uma absoluta falta de controlo do seu corpo e mente.

Sobre a autora:
Elizabeth McNeill é o pseudónimo de Ingeborg Day, nascida em Graz, na Áustria, em Novembro de 1940, tendo emigrado depois para os Estados Unidos. Suicidou-se em 2011, levando com ela o mistério de uma ligação erótica extrema que ainda fascina o mundo.

Porto Editora – “Divergente”, o filme mais aguardado do ano‏

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Produzido pela Summit Entertainment/Lionsgate, estúdio conhecido pela saga Crepúsculo, estreia em Portugal, esta quinta-feira, 3 de abril, o filme mais aguardado do ano: Divergente, a adaptação do livro homónimo, da autoria de Veronica Roth e publicado no nosso país pela Porto Editora.

A estreia deste filme, distribuído pela PRIS Audiovisuais, acontece poucos dias depois do lançamento do terceiro livro desta saga, intitulado Convergente, que aconteceu a 21 de março. Esta obra, bem como as anteriores (Divergente e Insurgente), garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um sucesso à escala global e muitos fãs em Portugal.

As portas da meia-noite – Lara Adrian [Opinião]

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Opinião:

As portas da meia-noite é o oitavo livro de uma longa série escrita por Lara Adrian, autora americana que, segundo a própria, quando era pequena costumava dormir com os cobertores sobre a cabeça com medo que os vampiros a viessem morder. Pois agora vejam só, está toda crescida e a escrever sobre vampiros. Sim, porque quem não sabe, ou ainda não conhece a série, está é sobre a história de um grupo de homens que pertencem a uma ordem. Esta ordem serve para proteger a raça dos vampiros que descendem de alienígenas e proteger os humanos destes seres da noite.

Este livro foi uma surpresa para mim por algumas razões. Primeiro porque no sétimo livro nunca pensei que Jenna pudesse vir a acasalar com um macho da raça e também pela forma como tudo aconteceu que foi uma surpresa boa.

Mas vamos por partes:

Em primeiro lugar vou falar a nível geral já que vamos já no oitavo livro. A nível geral, gostei do livro, quer dizer eu sou mesmo muito fã desta série e até agora a autora não me decepcionou, mas confesso que este para mim foi o mais fraquinho de todos até agora em termos de romance. No entanto, no que se refere a nível da acção e de desenvolvimento da história este foi o melhor.

Neste oitavo livro, Dragos continua forte como sempre e tem causado vários problemas a ordem. Algumas baixas sucedem-se e os guerreiros vêm assim a raça de vampiros decrescer cada vez mais, no entanto, com a ajuda de Jenna as mulheres que pertencem a ordem vão ajudá-los nesta missão crucial e vão surpreender a todos os leitores. Eu fiquei bastante surpreendida e acima de tudo agradada.

Jenna é uma personagem forte, sem sombra de dúvida a mais forte até agora descrita nesta série. E não pude deixar de notar o facto de que Jenna é humana e não uma companheira de raça (companheiras destinadas a acasalar com vampiros). Gostei bastante desta personagem por ser tão forte.

Brock foi também uma surpresa. Negro, forte e com algumas mágoas vai conquistar o coração de Jenna que há muito estava trancado sem se permitir amar de novo. A química de ambos é forte e tal como era de esperar a autora soube criar um bom clima de tensão entre ambos, como já nós tem vindo a habituar.

Apesar disso, achei o romance mais fraco e não tão desenvolvido como nos anteriores, neste livro o ponto principal não foi o amor entre o casal mas sim as novas suspeitas e estragos que Dragos lança sobre a ordem. Por isso mesmo, no final, foi um bom livro, um livro que eu gostei de ler e que só me deixou mais ansiosa por ler os próximos volumes. Adoro o Hunter e mal posso esperar para ler a história dele.

Uma série a não perder!

3*

Sinopse:
No árido e gélido deserto do Alasca, a ex-agente da polícia Jenna Darrow consegue sobreviver a um acontecimento inexplicável que a fere no corpo e na alma. Contudo, a sua fuga traz-lhe um desafio ainda maior. No seu interior estão a ocorrer mudanças estranhas, e ela luta consigo própria para tentar compreender e controlar uma nova fome. Para isso, refugia-se em Boston no recinto da Ordem, uma antiga raça de guerreiros vampiros cuja própria existência está rodeada de mistério. Possivelmente, o mais misterioso de todos é Brock, um macho alfa melancólico de olhos negros e aspeto ameaçador cujas mãos têm o poder de consolar, curar… e seduzir. Enquanto recupera com os cuidados de Brock, Jenna sente-se atraída pela missão da Ordem: fazer com que um inimigo cruel e o seu respetivo exército de assassinos pare de submeter a humanidade a um reino de terror. Apesar da determinação de ambos em lutar contra os próprios sentimentos e deixar-se levar apenas por uma atração física, Jenna e Brock ver-se-ão envolvidos num desejo muito mais selvagem do que a vida e mais forte do que a morte… Até que um segredo do passado de Brock e a mortalidade de Jenna submeterão o amor proibido que ambos sentem um pelo outro a uma última prova de fogo

Falling into you – Jasinda Wilder [Opinião]

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Opinião:

Falling into you chegou até mim através da Vera do blogue Crónicas de uma leitora. No seu facebook pessoal postava algumas coisas sobre o livro que me deixaram logo curiosa. Como alguns de vocês que me seguem sabem, eu sou uma viciada em romance e o meu mais recente vício é os NEW-ADULT. Este livro encaixa nesse género e por isso mesmo decidi começar a lê-lo.

Este livro foi escrito por Jasinda Wildes, autora americana originária de Michigan com um pendor para escrever contos excitantes sobre homens sensuais e mulheres fortes. Quando não está escrevendo, ela está, provavelmente, fazendo compras, cozinhando, ou lendo.

Neste livro Jasinda conta a história de Nell, uma jovem de apenas 16 anos. Quando lemos a sinopse sabemos desde o início que ela apaixona-se pelo seu meu melhor amigo, Kyle mas que este morre numa noite a meio de uma tempestade. Depois disso Nell atravessa um período horrível e é durante a sua recuperação que conhece o irmão de Kyle, Colton.

Este livro é espectacular e fez-me sentir tanta coisa diferente durante a sua leitura, por isso vamos por partes:

A primeira parte é quando Nell ainda é muito novinha e quando as coisas todas acontecem com Kyle. Vemos como ambos lidam com as novas experiências e é tudo muito interessante e giro, mas confesso que desde o início que senti que eles dois não encaixavam. Kyle apesar de tudo não me cativou como personagem.

Na segunda parte vemos a recuperação de Nell, quando parte para Nova Iorque na esperança de encontrar algum sentido na sua vida. A sua recuperação é terrível e é aqui que a autora toca em assuntos bastante sensíveis. Adorei ler sobre estes assuntos porque nunca tinha lido nada dentro disto e foi um assunto que mexeu muito comigo.

Nell é uma personagem que apesar de tudo não me fascinou por aí além porque no início achei-a perfeita demais e na segunda parte acho que podia ter feito algumas coisas diferentes e ter-se mostrado mais forte para ajudar na sua recuperação. Mas depois no final, com o conjunto todo, foi uma personagem que eu passei a gostar e a querer que ficasse bem.

Mas a cereja deste bolo é sem dúvida COLTON. Meu Deus que personagem lindo, sexy, romântico e inteligente! Colton é daqueles tipos de personagem que eu adoro fisicamente e psicologicamente. Forte, másculo, romântico, tatuado e com o coração magoado. A química criada entre ele e Nell foi incrível e foi sem dúvida dos livros mais eróticos que li até agora. A forma como fazem sexo é incrível. A relação deles é intensa e com bastante drama!

Este foi um livro que eu adorei e que fiquei completamente viciada. Não conseguia parar de ler. Apesar de o ter lido em inglês isso não foi um impedimento para mim, muito pelo contrário porque acho que fez-me aproximar mais deles, porque durante o livro vemos que são personagens muito americanas.

ADOREI E RECOMENDO!!

5*

Sinopse:
I wasn’t always in love with Colton Calloway; I was in love with his younger brother, Kyle, first. Kyle was my first one true love, my first in every way.

Then, one stormy August night, he died, and the person I was died with him.

Colton didn’t teach me how to live. He didn’t heal the pain. He didn’t make it okay. He taught me how to hurt, how to not be okay, and, eventually, how to let go.

TAG – Breaking The Spine

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Esta tag foi passada para mim pela Tânia do blog Rua de Papel.Trata-se de uma tag super simples onde temos de responder a 5 perguntas sobre a lombada dos livros.

Aqui ficam a minhas respostas:

1. Vincas/dobras as lombadas ou preferes manter o livro como novo?
Eu cuido muito dos meus livros e praticamente todos eles estão como novos, por isso, só dobrou ou vinco a lombada de um livro quando tenho mesmo de o fazer. Há livros que por serem grossos temos de os dobrar para poder ler.

2. Para quem não gosta de lombadas dobradas, já o fizeram acidentalmente?
Sim, já me aconteceu algumas vezes! Fico danada e depois estou sempre a olhar para a lombada como que a pedir desculpa ao livro! lol

3. Se comprares um livro usado em que a lambada venha dobrada, como te sentes?
Não me sinto bem nem mal! Afinal o dono anterior é que não teve cuidado com ele…daí para a frente trato-o bem para que não se danifique mais.

4.Concordas ou discordas que um livro com a lombada estragada é um livro amado?
Isso vai depender da pessoa. Se for um livro que leste muitas vezes por gostares dele é óbvio que é um livro amado mas se foi apenas porque não soubeste cuidar dele…

5. Como as lombadas nos hardbacks são mais difíceis de estragar ou nota-se menos, preferes comprar hardbacks ou paperbacks?
Eu adoro hardbacks, são lindos! Mas acho que só tenho um livro desses porque são muito caros!

A quem passo a TAG:
Algodão doce para o cérebro
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Crónicas de uma leitora