O Viajante Assassino – John Connolly [Opinião]

Sinopse
PRÉMIOS: – Shamus Award para melhor primeiro romance, de 1999. – Aclamado Livro do Ano de 1999 pelo Times de Los Angeles. 
Estreia absoluta de um autor revelação, apontado como um dos melhores no género e comparado a Stephen King pela utilização de elementos sobrenaturais na história. 
John Connolly transporta o leitor até à mente torturada do detective da polícia de Nova Iorque, Charlie Bird Parker, incrédulo pela brutal morte da mulher e da filha, com apenas três anos, brutalmente assassinadas. A perseguição pelo viajante assassino tem início a uma velocidade alucinante, sendo o detective movido por sentimentos de revolta, inconformismo, culpa, desespero e vontade de vingança. Os limites da lei serão ultrapassados pela mente agora obsessiva de Parker e os seus instintos primários despertam assim que se confronta com um monstro, para além da imaginação. Suspense, muita acção e intriga assustadora impulsionam o leitor até uma leitura compulsiva. 

A minha opinião: 
O Viajante Assassino é o romance de estreia de John Connolly, romance este que eu adquiri numa das promoções de a Presença realizou o ano passado. A sinopse prometia maravilhas e claro que me conquistou. Já tenho este livro a algum tempo e como já estava com saudade de ler um bom policial decidi pegar neste, até porque não é só de romance que vive uma mulher! 
Esta história logo de inicio prende o leitor quando apenas no segundo capítulo são descritas cenas chocantes que deixa o leitor a ponderar sobre qual será o rumo que a história irá tomar. O livro é focado no detective da polícia de Nova Iorque, Charlie Bird Parker e da busca desesperada para encontrar o homem que assassinou brutalmente a sua mulher e a sua filha de apenas 3 anos. Os capítulos que se seguiram foram calmos, mas depois de lidas mais algumas páginas o leitor é novamente surpreendido pelos acontecimentos e pelo rumo que a história está a tomar. 
A história desenrolou-se como seria de esperar, com algumas partes mais emocionantes que outras. Houve alturas em que a leitura tornou-se lenta não porque o livro não estivesse a ser emocionante mas sim porque o escritor gosta de descrever muito bem todas as situações e cenários. Confesso que descrições não são o meu forte e houve alturas que só me apetecia saltar umas quantas páginas. 
Quando damos por conta estamos envolvidos numa trama muito confuso a que o leitor precisa de estar atento, não vá começar a confundir todos os nomes e personagens que vão surgindo. Nesta trama surgem vários temas que deixam qualquer leitor com os cabelos em pé. Desde prostituição a pedofilia e a assassinos em série. As descrições dos mortos está fantástica! Muito bem conseguida.Todas as mortes que vão surgindo, acabam por estar relacionadas numa complexa teia. 
Uma das coisas que achei estar muito bem conseguida neste livro é a construção das personagens. Todas elas mesmo que o seu contributo não fosse muito grande eram exploradas de modo a que o leitor soubesse com quem “estava a lidar”. O autor recorre frequentemente a flashbacks, de forma a dar a conhecer todas estas personagens e na ajuda do cozer do trama. 
O autor tem uma escrita simples e versátil, conseguinda descrever todos os cenários desde o mais leve ao mais macabro de uma forma sensacional. Como já referi anteriormente, John Connolly é um pouco descritivo e houve cenas que seriam dispensáveis tais como um jantar que fez com um casal amigos, descrevendo desde os alimentos que utilizaram até o fim da refeição. O que mais adorei no livro foram sem dúvida as descrições macabras das cenas e dos corpos. Gostei também da mistura do tema religioso com o sobrenatural que querendo ou não está um pouco presente nas nossas vidas. As mortes foram realmente muito perturbadoras, mas confesso que houve coisas que achei desnecessárias e que acabaram por me desmotivar da leitura. 
O que menos gostei foi do final que não foi tão bom quanto eu esperava e foi até um pouco cliché. Resumindo, não foi dos que mais me cativou, mas também não foi mau. Esperava que fosse uma leitura mais compulsiva.

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