Entrevista – Sara Farinha autora de “Percepção – uma estranha realidade”

1- Fala um pouco sobre ti.
32 anos de idade, nascida e criada em Lisboa, que adora escrever, viajar, cantar e sair com os amigos. Licenciei-me em ‘Sociologia do Trabalho’, fiz selecção e recrutamento para uma empresa de Trabalho Temporário, fui formadora de adultos, entre muitas outras coisas. Sempre me senti uma auto-didacta que navegava pelos corredores da faculdade e depois pelos diversos empregos que tive, procurando aprender aquilo que me seria útil no futuro.
E todas estas actividades e experiências ajudaram-me a vir para casa e colocar o que sentia em papel. Desde miúda que a música e as letras me seduziam. Tenho inúmeras memórias de infância sobre as dificuldades e o prazer que sentia quando aprendia uma letra nova, uma língua estrangeira, me sentava pela primeira vez na escola primária, rabiscava em papéis soltos coisas sem sentido, ouvia elogios e críticas ao que sabia e ao que poderia vir a saber se me empenhasse.

E isto sou eu, convicta de que, é a força de vontade e a recusa em desistir que nos permite a auto-realização pessoal. Que as boas intenções e os actos concordantes sobrepõem-se a tudo. Que se desejarmos algo do fundo do coração e agirmos em consonância, iremos aprender e concretizar o que nos predispomos a fazer.

2 – Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?
Influências são muitas, desde séries televisivas (Star Trek, Sherlock Holmes, Ficheiros Secretos, CSI, Vampire Diaries…), banda desenhada (Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men e Disney), cinema (O Corvo, Conan, Matrix, Lista de Schindler…), música (Muse, Metallica, Nightwish, Pantera…) e autores como Bram Stoker, Enid Blyton, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Anne Rice, J.R.R. Tolkien, Florbela Espanca, Oscar Wilde, J.K. Rolling, Dan Brown, Stephenie Meyer, Laurell K. Hamilton, J.R. Ward, Richelle Mead, Luis Sepúlveda…
Quanto ao Género literário favorito dentro da Ficção gosto de Fantasia, Ficção Científica e Romance Fantástico.

3 – Quando soubeste que querias ser escritora e como foi o teu início na escrita?
Não sei se alguma vez houve um pensamento consciente em que afirmei “Quero ser escritora”. A escrita apareceu de forma natural na minha vida. São muitas as memórias de infância relacionadas com a escrita, de início letras e músicas e poesia, mais tarde prosa, inúmeros inícios de livros e histórias em tom de brincadeira.
Recordo-me de escrever uma letra em Português para a música “Patience” dos Guns N’ Roses, algures entre os 8 e os 9 anos de idade, de criar um conto cujo tema era um mundo paralelo que vivia nas nuvens, um homicídio testemunhado por um candeeiro de rua, centenas de poemas, um início de um policial e, por fim, “Percepção, uma estranha realidade” e uma outra obra escrita durante o NaNoWriMo de 2010.

4 – Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?
Tenho rotinas distintas, dependendo do projecto em que esteja a trabalhar no momento. Como mantenho um trabalho diário com um horário normal, as noites e os fins-de-semana são os tempos que tenho para me dedicar à escrita. Diariamente, procuro escrever para o meu blogue http://sarinhafarinha.wordpress.com/, nos dias livres procuro desenvolver o meu último projecto, um livro novo cuja ideia tem levado bastante tempo a amadurecer, e aprender tudo o que puder sobre a arte de escrever. A imaginação flui quando estabelecemos tempo e paz para ela fluir.

5 – Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?
Durante anos fui perseguida por uma ideia que li numa daquelas análises de um site sobre o significado dos signos. Aí falavam de pessoas que eram muito sensíveis às emoções dos outros, que percebiam instantaneamente como as pessoas se sentiam à mínima interacção.
Esse texto permaneceu comigo até que decidi investigar o que havia na internet sobre o tema. Associada às “ciências” paranormais, esta capacidade aparecia em diversos sites, desde autênticas testemunhas de padecimento deste mal, até às correlações com o psiquismo e com a telepatia. A partir daí comecei a escrever sobre o tema, escolhendo ambiências e personagens e enquadrando a história numa espécie de ficção num mundo real. “Percepção” é um romance, uma fantasia urbana, uma história sobrenatural cheia de acção, passada numa das cidades mais cativantes do mundo, Londres.

“Percepção” conta a história de Joana e das suas tentativas em lidar com aquilo que ela considera uma maldição: o dom de ler as emoções e os pensamentos dos outros. Mostrando como Joana, face aos desafios que lhe foram impostos, aprendeu a adaptar-se à sua realidade psíquica e como esse entendimento lhe permitiu o amadurecimento pessoal necessário. À viagem de Joana junta-se Mark, um homem por quem ela se apaixona, e uma organização perigosa, o Convénio, que pretende subjugar todos os detentores deste dom, em benefício próprio.

6 – Quais os teus projectos futuros?
À excepção daqueles que a inspiração comandar, e que não posso prever, pretendo: Rever a história escrita durante o NaNoWriMo 2010 de título, ainda sujeito a alteração; Terminar a pesquisa para o meu terceiro projecto e começar a escrevê-lo. Este será algo um pouco mais sombrio, sobrenatural e com um tema que me fascina; E, talvez, escrever um segundo volume de “Percepção”.

Em simultâneo, pretendo assegurar o desenvolvimento do meu blogue no wordpress, e a manutenção das diversas páginas nas redes sociais associadas a mim como autora e ao livro “Percepção”. E possivelmente irei propor-me a novos desafios literários no ano de 2012, ainda em fase de planeamento e em segredo…

7 – Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?
Prefiro deixar-vos a minha perspectiva sobre o que significa ser escritor e a consequente publicação, que pensando bem, é a minha perspectiva sobre qualquer outra coisa na vida:
Aprender, querer saber sempre mais. Persistir, mesmo quando tudo se alinha a desfavor. Insistir, porque nada nos é dado sem esforço pessoal. Falhar, porque é a errar que aprendemos a melhorar. Escrever e ler, muito, sempre, porque se ama, porque é natural em nós. Esquecer preconceitos, para que nos possamos superar a nós mesmos e sermos livres e esclarecidos. Superar o medo, medo de exposição, de falhar, de julgamento alheio.

Todas estas são batalhas diárias, constantes e na maioria dos casos, assustadoras. Todas elas nos tornam melhores pessoas e melhores escritores.

Perguntas rápidas:
Um livro: “The Mad Fiddler” de Fernando Pessoa
Um autor (a): J.R. Ward
Um actor ou actriz: Anthony Hopkins
Um filme: “Linha Mortal”
Um dia especial: O dia de lançamento de “Percepção” (29/11/11)
Um desejo: Aproveitar ao máximo o tempo de que disponho, para fazer aquilo que amo, rodeada por quem amo.

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One thought on “Entrevista – Sara Farinha autora de “Percepção – uma estranha realidade”

  1. figueirinha diz:

    deixei 16pp do livro para saborear. acabei há 3 dias e desde aí tenho-me lembrado de algumas coisas que senti ao lê-lo. o livro surpreendeu-me. se há um Percepção II vou esperar ansiosa! qual será o próximo cenário e qual o futuro da Joana e pessoas que, como ela, conseguem comunicar através da mente? ADOREI. força!:*

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