A Rainha dos Gelados – Anthony Capella [Opinião]

Sinopse:
Sorvete de romã e champanhe
Gelado de canela e tarte de maçã
Mousse de gengibre e pétalas de rosa
Chocolate: todas as combinações possíveis e imaginárias…
Irão estas iguarias derreter-lhe o coração?
Já ouvi o amor ser comparado a um fogo, mas essa comparação está errada. O amor é como o gelo. Penetra no nosso corpo de forma furtiva.
Quando vi Louise, o mundo parou.
Amava-a, e nunca a poderia ter. Sabia que outro a amava também.
Mas ele era rei e eu não. Ele podia tê-la e eu não. O gelo acabaria por deixar o seu coração, mas ficaria para sempre no meu.
1670. No palácio de Versalhes, que alberga a corte mais elegante do mundo, o jovem Carlo Demirco é famoso pela sua arte de fazer gelados. As suas técnicas trouxeram-lhe riqueza, os favores de Luís XIV e a admiração de todas as mulheres. Todas excepto a que ama: Louise, a dama de companhia de Henrietta, irmã do rei de Inglaterra. Quando Henrietta morre, Louise e Carlo são enviados para Londres como presente para o rei em sofrimento. Chegados a um país de costumes pouco refinados, cujo rei rapidamente se dispõe a seduzir Louise custe o que custar, torna-se claro para ambos que as suas únicas armas serão uma boa dose de diplomacia e quantidades extravagantes de gelo.
A minha opinião:
Com A Rainha dos Gelados parti a descoberta da escrita de Anthony Capella e foi com algum entusiasmo que iniciei esta leitura porque a sinopse prometia maravilhas. Anthony Capella escreve muito bem, sabe descrever cenários de uma forma muito cativante e consegue envolver o leitor nas suas descrições.
Confesso que o romance histórico é o género literário que mais aprecio e já tive oportunidade de folhear livros deste género que foram aclamados pela crítica internacional e esperava encontrar neste livro mais uma grande história.
Neste tipo de obras, o ponto forte centra-se na ligação combinada entre os dois protagonistas, mas neste livro não é o caso. Este foi um dos pontos que me desiludiu, porque esperava encontrar um livro com personagens apaixonadas e cativantes, mas não foi isso que encontrei.
O escritor conta-nos a história de Demirco, uma criança que é entregue pelos pais a um mestre de fazer gelados, para assim no futuro este se tornar ele próprio um fazedor de gelados. Fala do seu percurso até chegar a corte de Luís XIV e é aí que conhece Louise de Kerouale e acaba se apaixonando por esta, amor este que não lhe era correspondido. Neste percurso Demirco vai contando a arte de fazer gelados e assim mostra ao leitor uma arte até então desconhecida e de grande valor na época. Esta parte foi a que mais conquistou em todo o livro, porque se existe alguma verdadeira paixão em toda a história é a paixão de Demirco na arte de fazer os seus gelos.
Louise é a ama de companhia da irmã do Rei de Inglaterra Carlos. Esta é francesa e encontra-se na corte de França, mas depois da morte da sua princesa Catarina, é lhe feita uma proposta para ajudar a França e assim servir o seu rei. Sendo assim esta é enviada para a corte de Inglaterra com o intuito de seduzir o Rei Carlos IV, para o convencer a ajudar a França na sua guerra contra a Holanda e também dessa forma fazer com que o Rei Carlos IV se torne católico. Para a ajudar nesta conquista, é enviado também Demirco como presente ao Rei Carlos IV para o conquistar com os seus gelos.
A chegada a Inglaterra não foi fácil e ambos encontram dificuldades nos seus percursos e objectivos, visto estarem num país desconhecido com costumes tão diferentes daqueles a que estavam habituados.
É de realçar que o escritor foi intercalando os capítulos entre um protagonista e o outro e são raras as vezes que estes se cruzam. Às personagens falta-lhes carisma e alguma paixão e há alturas em que o discurso acaba por fatigar o leitor, visto este ser desprovido de emoção.
A história é interessante, mas no fundo é como se fossem duas histórias separadas e no geral o livro não me cativou. 

Mesmo assim aconselho este livro aos amantes de história porque nesse aspecto o livro é extremamente rico e visto esta história ser baseada em personagens reais, torna o livro rico em pormenores históricos. O autor como já mencionei em cima, tem uma escrita suave e fácil de ler o que faz com que o leitor devore o livro em pouco tempo. É um livro diferente dos que estava habituada a ler e foi esse aspecto que me conquistou provocando-me sentimentos contraditórios. É um livro rico de sabores e que faz o leitor enveredar por séculos passados de uma forma rica e saborosa. Recomendo!

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Vergílio Ferreira – Cartas a Sandra [Opinião]

Cartas a Sandra de Vergílio Ferreira é uma obra comovente, sincera e acima de tudo arrepiante. Este livro é a junção das cartas de amor que Vergílio escreveu a sua mulher Sandra depois de esta ter falecido. Iniciamos a leitura com uma introdução da sua filha e então só depois é que se começa na leitura das cartas.
Nestas cartas Vergílio fala do seu amor por Sandra, descreve alguns dos momentos que passaram juntos e acima de tudo é um desabafo da parte deste nosso maravilhoso escritor. Um desafogar de emoções puras e reais. Emoções estas que se vê na sua escrita o quanto são sinceras e apaixonadas. 
Para mim este foi um dos livros mais românticos que já li até hoje. Confesso que foram muitas as palavras que li que me fizeram ficar com os olhos cheios de água. Muitas vezes ficava transtornada com as palavras que lia. No fim desta leitura questionei-me seguidamente se amores destes realmente existem. Será que existem mesmo homens assim, que amem de uma forma tão sincera as suas mulheres? Por vezes estas cartas chegavam a tocar a obsessão. Mas em todas elas senti a saudade que a morte desta mulher lhe deixou. Senti o vazio que fica quando perdemos alguém que se ama tão profundamente. 
Foi uma leitura que me deu grande prazer, mas foi também algo irreal e doloroso. Mas acima de tudo foi a descoberta de um homem na loucura do seu amor. 
“Sandra. Podia dizer o teu nome infinitamente na multiplicação do que nele me ressoa. E é assim o que mais me apetece, dizê-lo dizê-lo. E ouvir nele o maravilhoso que me abala todo o ser. Poderia escrever o teu nome ao longo do que escrevo e teria talvez dito tudo.”

Amores Proibidos – Jill Mansell [Opinião]

Sinopse:
“Durante anos Jessie manteve em segredo a identidade do pai do seu filho Oliver, e fica em estado de choque quando descobre que o homem em questão, o famoso ator Toby Gillespie, acaba de se mudar
para a casa ao lado. Será que a verdade está prestes a ser revelada? Bastaria um olhar de relance em direção a Oliver e alguma aritmética mental para Toby deslindar a situação. Mas será que ele é capaz de tal
aritmética? E se for, qual será a sua reação perante um filho que desconhecia? Se acha que a vida de Jessie já está muito complicada imagine só como vai ficar quando Toby se declarar: afinal, Jessie sempre foi a mulher da sua vida. E o pior é que Toby é casado e a sua deslumbrante mulher pode assistir a tudo da janela ao lado!”
A minha opinião:
Com o livro Amores Proibidos estreei-me na fabulosa escrita de Jill Mansell. A autora levou-me numa alucinante viagem por uma aldeia pacata de Inglaterra, onde deu-me a conhecer um variado leque de personagens. Na verdade este é um livro que me surpreendeu pela positiva. O livro é muito mais do que aquela pequena sinopse. O segredo é revelado logo nas primeiras páginas mas engane-se o leitor se pensa que daí por diante o livro se tornará de alguma forma monótono. Com um alegre e variado grupo de personagens Jill Mansell faz-nos descobrir que nem sempre o que vemos é verdade e que uma pessoa poderá esconder muitos segredos, até mais segredos do que deveria. 
É um romance hilariante que deixa o leitor apreciador deste género preso até a última folha. O tema principal gira em torno de Jessie e do seu filho e da recente descoberta que este é fruto de um relacionamento que a sua mãe teve com um famoso actor chamado Toby. Mas juntando a estes personagens surgem mais personagens…Lily e a sua família, Eleanora, uma proprietária de um pub e a sua funcionária, três jovens que partilham uma casa e assim tornam este romance cheio de acção, mistério, segredos, e muito romance. 
A escrita da autora é fluida e cativante e acima de tudo não é muito descritiva o que para mim foi um dos pontos altos. Tenho a certeza que no fim estará com vontade de ler mais de Jill Mansell como me sucedeu a mim. Adorei e é sem dúvida uma autora a seguir! E não posso deixar de referir a capa lindíssima que o livro tem. Encantou-me por completo.

Sangue Mortífero – Charlaine Harris [Opinião]

Sinopse
Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha…
A minha opinião:
Sangue Mortífero é o 9º livro da saga Sangue Fresco de Charlaine Harris, este livro tal como os outros proporcionou-me grandes momentos de prazer literário porque combina as mais variadas criaturas sobrenaturais. A escritora mais uma vez conseguiu-me surpreender. Este volume ganhei-o no site oficial da saga em Portugal há já algum tempo, mas ainda não tinha tido oportunidade de o ler.
Neste livro Sookie volta a enfrentar vários problemas que se lhe deparam, problemas que surgem devido a revelação dos lobisomens e das outras criaturas que existem no mundo. A juntar a isto há um assassinato no qual Sookie vê-se envolvida devido a proximidade que tem com a vítima e claro não foi esquecido de todo a família de Sookie…as fadas das quais esta teve conhecimento a pouco tempo.
Gostei especialmente da evolução que surge na relação entre Sookie e Eric, mas continuo a ficar desiludida com a indefinição que existe nos sentimentos da personagem principal.
Neste livro voltamos a encontrar o habitual suspense, romance, acção e muita adrenalina a que a autora já nos habituou! O livro prende-nos do inicio ao fim, devido aos vários confrontos que sucedem e como já referi anteriormente a relação tórrida entre Sookie e Eric. A escrita da autora é fluida e muito criativa o que nos permite viajar pelas terras da fantasia com uma maior facilidade.
Continuo fá desta serie, para mim é uma das melhores de vampiros. Com muito sangue a mistura esta tornou-se das melhores leituras de fantasia! Recomendo e não tenham medo de se aventurar pelo mundo de Sookie que apesar de caótico mostra-nos como pode ser um lugar onde o dia-a-dia é mais interessante e cheio de aventuras inimagináveis.

O Quarto Arcano – O Porto das Tormentas – Florencia Bonelli [Opinião]

Sinopse
“Em O Porto das Tormentas, segundo e último volume de O Quarto Arcano, Florencia Bonelli dá continuidade à história de Roger Blackraven e Melody Maguire, com que os leitores se familiarizaram em O Anjo Negro.

Depois de abandonar Buenos Aires, Blackraven chega às costas brasileiras com os seus primos Marie e Luís Carlos, filhos de Luís XVI e Maria Antonieta, cujas vidas estão em perigo. Aí irá encontrar velhos companheiros de aventuras: o padre jesuíta Malagrida e Adriano Távora, sempre disponíveis para o ajudar nas situações mais difíceis.
O domínio de Napoleão sobre a Europa é cada vez mais apertado e obriga os ingleses a procurar na América do Sul novos mercados – comandada pelo almirante Beresford, a invasão inglesa está iminente…
Novos personagens e novos cenários acompanham as aventuras do Escorpião Negro desde a costa americana até à velha Europa. O Porto das Tormentas é um romance repleto de acção: conspirações, assassinatos e abordagens em alto mar fazem desta leitura uma experiência quase cinematográfica.”

A minha opinião:
Depois de ler “O Quarto Arcano – O Anjo Negro” fiquei com imensa vontade de ler a sequela, já que o primeiro volume foi uma leitura muito boa e termina de uma forma que deixa qualquer leitor cheio de curiosidade.
Neste novo volume a autora inicia a história de forma directa sem fazer nenhum resumo da história anterior, mas apesar disso consegue-se entrar logo nas várias aventuras e na vida das personagens. Esta foi para mim uma história deliciosa, que continua com o romance entre Melody e Blackraven. Na minha opinião acho que existe uma evolução nas personagens e no próprio romance. Apesar de ainda pairar aquele amor obsessivo, neste livro creio que será mais pelo medo da perda.
“O Quarto Arcano – O Porto das Tormentas” para mim mostrou ser ainda melhor que o livro anterior. Proporcionou-me as mais variadas sensações e um grande prazer. Na verdade quando não o estava a ler, pensava constantemente no livro, no que iria suceder e não conseguia tirar as personagens dos meus pensamentos!
Surgem novos personagens dos quais o que mais me agradou foi Amy Bodrugan e a sua história. Vários segredos são desvendados ao longo do livro e isto foi uma das coisas que mais me surpreendeu e satisfez.
A descrição dos encontros e desencontros das várias personagens, as dificuldades porque passaram e as suas mágoas só vem enaltecer ainda mais a história.
Confesso que para mim a maior dificuldade nesta leitura foi a vasta lista de personagens que fazem parte desta trama porque por vezes não me conseguia lembrar bem de onde tinham surgido.
É um livro que tem um pouco de tudo…amor, paixão, luxúria, raiva, dor, acção, bruxaria, escravatura, amores proibidos…e muito mais! Foi uma leitura da qual gostei muito e recomendo!

O Beijo do Highlander – Karen Marie Moning [Opinião]

Sinopse
Exausta do trabalho e saturada do quotidiano, Gwen Cassidy decide marcar uma viagem à Europa. O destino escolhido são as verdes Highlands da Escócia. Mas a esperança de encontrar o homem dos seus sonhos desvanece quando percebe que a sua fantástica viagem é afinal uma excursão de idosos. Frustrada, decide deambular sozinha pelas colinas de Loch Ness, onde acaba por escorregar e cair numa caverna há muito abandonada.

Nessa caverna, jaz Drustan Mackeltar, um lorde escocês adormecido por um feitiço há quinhentos anos, que começa a desenvolver um sentimento controverso pela fascinante personalidade de Gwen. Irreverente e impulsiva, ela não é nada como as mulheres que se cruzaram na sua vida. Será ela uma mulher à altura de um lorde como Drustan?

A minha opinião:
Esta foi a minha estreia na escrita de Karen Marie Moning. Já andava a algum tempo curiosa porque os livros dela envolvem temáticas das quais eu adoro que são o romance e o fantástico. E claro, depois de ter lido boas opiniões estava à espera de gostar muito do livro e assim foi.
Moning leva-nos numa alucinante viagem as verdes montanhas da Escócia e dá-nos a conhecer Gwen Cassidy, uma jovem de 25 anos frustrada porque não consegue encontrar um homem que lhe arrebate o coração…e não só! Tal como diz a sinopse…Gwen caí num buraco e encontra Drustan.
Gwen é filha de dois físicos brilhantes e ela é igualmente muito inteligente, mas sempre foi muito oprimida pelos pais. Drustan é um lorde do séc. XVI que sofreu um feitiço que o fez ficar naquela gruta adormecido por 5 séculos. Ao cair em cima dele, Gwen acorda-o e agora imaginem a confusão que não foi…esta parte é muito engraçada! Dei umas boas gargalhadas!
Depois Gwen tenta ajudar Drustan o que faz com que os dois se envolvam numa viagem alucinante através dos séculos…
Na verdade não posso dizer muito mais além disto porque este é um daqueles livros que ao revelarmos uma simples coisa já estamos a desvendar muitas coisas do livro, por isso mesmo não me vou alongar muito.
Gostei das personagens principalmente de Drustan que é forte, lindo, inteligente e romântico! Enfim! Tudo o que uma mulher quer! J Gostei também da relação amorosa, que entre a teimosia e a paixão torna-se muito engraçada.
O que gostei também no livro foi o quanto me deixou curiosa e empolgada para ler o segundo volume que conta a história de Dageus, irmão gémeo de Drustan.
Houve coisas que não gostei, que foram algumas das coisas na escrita como o facto de Drustan tratar sempre Gwen por “moça” e para acentuar o sotaque da Escócia estar sempre escrito nã em vez de não. Lá para o fim já se tornava um pouco irritante!
A escrita da autora é fluida e na minha opinião prende a nossa atenção. Eu gostei muito do livro porque é um livro “feliz” que deixa o leitor alegre!